
A Cúpula da ONU sobre Mudanças Climáticas foi realizada ontem (22) na sede da entidade, em Nova York. O presidente chinês, Hu Jintao, anunciou na ocasião que o país vai tomar medidas que incluem a redução das emissões de dióxido de carbono e o desenvolvimento ativo de recursos recicláveis. Ele ressaltou a necessidade de colaborações mais estreitas com a comunidade internacional para o enfrentamento conjunto do problema.
Ontem, a exibição de um documentário sobre as mudanças climáticas inaugurou a Cúpula da ONU. O filme mostrou aos líderes e altos funcionários governamentais dos diversos países participantes que o problema já se constitui em um dos grandes desafios da humanidade.
Este é um ano importante quanto às ações da comunidade internacional para combater os efeitos do aquecimento global. A 15ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, marcada para dezembro em Copenhague, visa estabelecer acordos sobre um novo plano de combate às mudanças climáticas. Mas a negociação, considerada por todos como a mais importante após as negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC), já encontra diversos desafios. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, apontou na cerimônia de abertura que a Conferência de Copenhague é indispensável a todos os países do mundo pois vai promover o crescimento econômico, o desenvolvimento sustentável, fortalecer a prosperidade e a felicidade da humanidade. Ele pediu que os países se esforcem pelo sucesso da Conferência e por esta causa comum da humanidade.

A China é o maior país em desenvolvimento do mundo. O presidente Hu Jintao explicou, pela primeira vez na ONU, a posição do país no enfrentamento do problema.
"As mudanças climáticas influenciam profundamente a sobrevivência e o desenvolvimento da humanidade e são grande desafios comuns a diversos países do mundo. Devemos persistir nos seguintes princípios para enfrentar a questão: primeiro, o principal é cumprir nossas responsabilidades. As responsabilidades comuns mas diferenciadas mostram o consenso da comunidade internacional. A persistência neste princípio é indispensável para o enfrentamento das mudanças climáticas pela comunidade internacional."
Hu Jintao enfatizou em seu discurso que, durante o processo de solução das questões climáticas, é preciso dar atenção aos interesses dos países emergentes. Segundo ele, a promoção do desenvolvimento comum deve ser o centro da questão. Os países desenvolvidos tem dar assistência aos em desenvolvimento, sobretudo os países mais atrasados. É preciso que as nações ricas, segundo ele, ajustem o combate às mudanças climáticas à promoção do progresso dos países em desenvolvimento. Além disso, a garantia de capital e tecnologia também são importantes no combate conjunto à questão. Para Hu Jintao, as nações ricas devem assumir a responsabilidade de oferecer novo e suficiente apoio financeiro aos países em desenvolvimento.
Quanto aos esforços da China, o líder chinês exprimiu que o país continuará a implementar ações práticas para cumprir suas responsabilidades perante seu povo e povos de todo o mundo.
"A China já elaborou e aplicou o Pacote Estatal de Enfrentamento às Mudanças Climáticas. O país continuará, no futuro, tomando medidas fortes, eficazes e incluindo o tema nos projetos de desenvolvimento socioeconômico."
A Conferência de Copenhague, que será realizada em dezembro, já é vista como uma importante oportunidade de coordenação entre diversos países quanto ao enfrentamento conjunto das mudanças climáticas. Como líder supremo da China, Hu Jintao expressou, também na ONU, a vontade e decisão chinesa de ser um protagonista no combate ao problema, ao lado de todos os países.
"Caros colegas, a China quer se esforçar junto com os diversos países do mundo para criar um futuro mais brilhante aos nossos descendentes!"




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