Bric deve ser um grupo aberto com desenvolvimento gradual, diz embaixador brasileiro na China
  2009-06-08 20:03:03  cri

O embaixador brasileiro na China, Clodoaldo Hugueney, afirmou hoje que o Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) não deve ser um grupo fechado, mas uma organização aberta que mantém contatos estreitos com o resto do mundo, a fim de combater a crise financeira e promover uma nova ordem mundial mais equilibrada e mais estável.

O embaixador esteve hoje na Agência de Notícias Xinhua, a convite do Centro de Pesquisa de Assuntos Internacionais da agência, onde trocou opiniões com pesquisadores chineses sobre as relações bilaterais China-Brasil e o Brics.

A conversa entre o embaixador brasileiro e os pesquisadores da agência destacou a primeira Cúpula do Bric, a ser realizada em 16 deste mês, na Rússia, que reunirá oficialmente os presidentes dos quatro países.

Ao responder a perguntas de como o Bric pode se desenvolver diante da nova situação global e se tornar uma força mais importante no cenário mundial, o embaixador indicou que o crescimento deve ser "passo a passo", para receber no futuro mais participantes com uma base mais sólida e completa. Ao mesmo tempo, o grupo deve manter sua abertura ao resto do mundo, porque ele representa os países em desenvolvimento e não terá papel maior sem considerar diálogos com países desenvolvidos.

"O Bric procura construir um mundo multipolar", assinalou ele, acrescentando que não se pode ignorar os papeis de outros países.

Ex-subsecretário da missão do Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC), o diplomata é veterano na área de comércio mundial. Durante as discussões, ele também mencionou várias vezes uma nova ordem financeira internacional, que requer, na opinião dele, a cooperação de todos os países, especialmente de nações em desenvolvimento como os membros do Bric.

Quanto aos laços bilaterais China-Brasil, o diplomata destacou que, apesar da imensa distância, há bastante coincidência entre os dois países, tanto nas situações básicas nacionais, quanto em visões sobre assuntos internacionais. "O comércio bilateral é muito importante", afirmou o embaixador, mencionando também que ainda há muito espaço para a expansão comercial entre as duas nações, e a diversificação dos produtos, especialmente nas exportações brasileiras à China, deve ser considerada e implementada.

Antes das discussões com membros do centro, Hugueney se encontrou com o vice-presidente da agência, Zhou Xisheng, que apresentou o trabalho da agência e suas filiais no Brasil. Hugueney também enfatizou a importância da mídia no avanço das relações bilaterais entre a China e o Brasil.

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