Templo de Confúcio e Academia Imperial de Beijing
    2008-12-04 14:16:11                cri

Na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Beijing, as apresentações de 3.000 estudantes de Confúcio recitando as palavras clássicas do mestre impressionaram profundamente os espectadores, apresentando de uma nova forma o Confucionismo chinês. No programa de hoje, vamos visitar um lugar representativo da Escola Confucionista em Beijing, são duas construções vizinhas, o Templo de Confúcio e a Academia Imperial.

A música elegante nos leva de volta para a Antiguidade. Confúcio é um grande filósofo, político e educador que viveu entre os séculos 6 e 5 a.C. O Templo de Confúcio em Beijing foi construído em 1302, durante a Dinastia Yuan. Ali se realizavam os ritos em homenagem ao mestre nas dinastias Yuan, Ming e Qing. Neste conjunto de construções mais antigo que o Palácio Imperial, está concentrada a essência do milenar pensamento confuciano. Ao lado do Templo de Confúcio, se encontra a Academia Imperial. Construída em 1306, a Academia servia como órgão nacional de administração da educação e a instituição de ensino superior das dinastias Yuan, Ming e Qing. Ocupando um terreno de 50 mil metros quadrados e com 20 mil metros quadrados de área construída, o Templo de Confúcio e a Academia Imperial são magnificentes, bem-distribuídos e de estilo original. Ambos desempenharam papel importante na história cultural da China.

 

A sociedade chinesa possui uma tradição milenar de veneração à Escola Confucionista. Podem-se encontrar templos em homenagem a Confúcio em vários lugares do país. Então, quais são as peculiaridades do Templo de Confúcio de Beijing? O conselheiro jurídico do Templo, Ma Fazhu, tirou nossas dúvidas:

"O Templo de Confúcio de Beijing situa-se na capital e servia exclusivamente para a homenagem da família imperial a Confúcio, por isso, ele goza do mais alto prestígio e exerce a maior influência entre todos os templos do país. Desde sua fundação na dinastia Yuan, 19 imperadores visitaram o Templo de Confúcio de Beijing em 43 ocasiões, demonstrando quão importante era a posição do pensamento confucionista na política e cultura da sociedade chinesa de então."  

Mesmo após várias restaurações, a estrutura do Templo de Confúcio de Beijing mantém o estilo original da dinastia Yuan. Nos dois lados da via central do primeiro pátio erguem-se 198 lápides em que estão inscritos os nomes dos jinshi, os melhores classificados no concurso público nacional durante as últimas três dinastias: Yuan, Ming e Qing. São mais de 50 mil pessoas. Além dos nomes, também se registraram a naturalidade e a posição no ranking de cada um dos classificados, tratando-se de uma importante documentação sobre o sistema de exames imperiais da antiguidade chinesa. Além dessas lápides, ainda existe outra floresta de lápides no Templo de Confúcio, ali são gravadas as obras clássicas da Escola Confucionista, um total de 630 mil caracteres.

Depois de visitar o Templo de Confúcio, vamos passar para a Academia Imperial. A construção é voltada para o sul e tem uma estrutura simétrica. No eixo central, erguem-se o Portão Jixian, o Portão Taixue, o Arco Esmaltado, os Salões Piyong e Yilun, e o Pavilhão Jingyi. Nos dois lados, oeste e leste, foram construídos quatro salas e seis quartos, onde funcionavam as salas de aula da única universidade imperial da antiguidade chinesa preservada até hoje. Yang Jing, guia do Templo de Confúcio e Academia Imperial, nos falou especialmente sobre o Arco Esmaltado. Ela disse:

"Podem-se ver muitos arcos em Beijing, mas este arco é diferente dos outros, pois ele é a entrada para o lugar onde o imperador dava aulas. O Arco tem três portais, quatro pilares e sete sótãos e é coberto por telhas esmaltadas amarelas, cor símbolo do imperador."

 

Passando pelo Arco Esmaltado, chega-se à construção mais importante da Academia Imperial, o Salão Piyong. Yang Jing explicou:

"O Salão Piyong começou a ser construído em 1783 e ficou pronto em 1784, este era o único pavilhão em todo o mundo que servia para o imperador dar aulas."

 

Yang Jing disse que quando o imperador dava aulas, concentravam-se até 4 ou 5 mil pessoas do lado de fora do salão. Naquela época, não havia alto-falantes, então, como é que toda a gente conseguia ouvir as palavras do imperador dentro do pavilhão? Na verdade, dois funcionários na entrada da sala eram encarregados de transmitir as palavras do imperador aos ouvintes.

Segundo o conselheiro jurídico do Templo de Confúcio, Ma Fazhu, no princípio da nova China em 1949, a biblioteca e o museu de capital foram instalados respectivamente na Academia Imperial e no Templo de Confúcio. Posteriormente, devido à ampliação da influência da biblioteca e do museu e ao reforço da consciência de proteção das relíquias culturais, o governo municipal decidiu remover as instituições do Templo de Confúcio e da Academia Imperial, assim, o conjunto de construções podia recuperar a imagem original. Após três anos de restauração, as construções foram reabertas ao público em 14 de junho de 2008, terceiro Dia Nacional de Patrimônio Cultural.  

A vice-diretora da Administração de Relíquias Culturais de Beijing, Yu Ping, disse:

"O investimento do governo para a restauração dos patrimônios ultrapassou 30 milhões de yuans e para o deslocamento do museu e da biblioteca atingiu 2 bilhões de yuans. Investimos tanto para que os visitantes conheçam melhor a Escola Confucionista e a fisionomia da antiga capital chinesa."

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