Felipe nasceu em São Paulo, no Brasil, e começou a trabalhar na rádio em janeiro deste ano. Amilton, também paulista, trabalha no departamento há quase dois anos. Falando sobre o motivo de vir à China, os dois respondem que aceitaram o emprego na rádio pois têm muito interesse no país oriental com uma história milenar. Felipe disse que sempre teve curiosidade de conhecer a China, pois no Brasil não tem muitas informações sobre o país. Assim que apareceu uma oportunidade, ele não pensou duas vezes, foi uma coisa que o atraiu logo de início.
Para os dois, o trabalho na rádio é basicamente de correção de textos, revisão das notícias e programas que vão para o ar e para o site do Cripor, além algumas traduções do inglês e do espanhol para o português. Além disso, algumas vezes, os dois também trabalham um pouco como professores, dando orientações de linguagem para os colegas chineses. Por conta do horário de transmissão, um especialista trabalha de dia, por oito horas, e outro à noite, das 18h às 23h. E devido à falta de pessoal, às vezes, é preciso trabalhar por sete dias consecutivos, sem fim-de-semana.
O trabalho é razoavelmente pesado, em grande volume e não é tão tranqüilo. No entanto, Felipe disse que, para quem gosta dessa área e está envolvido, o trabalho dá prazer. Amilton diz que não se sente nada chateado com o trabalho e acha que vale muito a pena trabalhar na rádio e na China, por causa do interesse e da boa experiência. Além disso, os dois conseguem dividir bem as coisas, inclusive na questão de dias de trabalho. Combinando entre eles e com a ajuda dos colegas do departamento, ambos podem tirar algumas folgas sem afetar os trabalhos.
O trabalho no Cripor já ocupa a maior parte da vida dos dois especialistas e, no tempo livre, a atividade favorita dos dois é passear por Beijing e outros lugares da China. Felipe disse: "Eu procuro sempre conhecer essa cidade. No fim de semana, pego metrô e vou para um lugar que não conheço ou às vezes até viajo para alguma cidade perto." Amilton disse que já viajou por muitas cidades chinesas nas férias como Shanghai, Suzhou etc. e que a China é muito grande e tem muito coisa para ele conhecer.
Outra diversão para eles dois é se reunir com os amigos. Em Beijing, existe uma comunidade não muito grande, mas muito unida de brasileiros. Felipe disse que, normalmente uma vez por semana, encontra-se com eles e vai para algum bar, e isso alivia o sentimento de solidão.
Vivendo sozinhos na China, os dois têm que resolver o problema das refeições. Felipe diz que todos os pratos feitos por ele são brasileiros, mas com características chinesas. E Amilton disse: "Moro aqui perto da radio, na esquina do bairro residencial tem um mercado. Voltando para casa, passo lá e compro alguns legumes e faço algumas coisas, mas sino-brasileiras." E ambos acham que a vida em Beijing e os hábitos são muito diferentes do que no Brasil. Felipe deu um exemplo, dizendo: "No Brasil, as pessoas vão jantar para fazer alguma coisa depois, mas aqui em Beijing, as pessoas vão jantar para ficarem no restaurante várias horas, conversando etc."
Mencionando os planos para o futuro, Filipe diz que voltará provavelmente em breve para o Brasil, pois tem alguns assuntos para resolver. Mas ele ainda manifestou o desejo de voltar a trabalhar na Rádio. Ele disse: "Gosto muito daqui. Já esperava gostar, mas não esperava que gostasse tanto da cidade, do trabalho e das pessoas." E Amilton disse que pretende renovar seu contrato mais uma vez e continuar trabalhando na rádio por mais tempo.
Por último, manifestamos os agradecimentos pelos trabalhos e contribuições de todos os especialistas estrangeiros que trabalharam ou estão trabalhando no Cripor e também agradecemos a todos os queridos ouvintes!