Pintor Wan Jiyuan e seu elo com a África
    2008-11-12 14:20:13                cri

No "Foco África 2008", atividade cultural sino-africana recém-encerrada, Wan participou da montagem da Exposição de Arte, que reuniu obras de artistas chineses e africanos. As pinturas a óleo produzidas por Wan também entraram na mostra. Sua capacidade de capturar com precisão as características da vida e da cultura dos africanos impressionou os colegas. A experiência de pintar a natureza na África criou um elo entre Wan e aquele continente misterioso.

Wan Jiyuan, de 55 anos de idade, trabalhou vários anos no Instituto de Pintura da província de Jiangxi, sua terra natal. Visitou dezenas de países e foi o primeiro pintor chinês a ir sozinho a Israel pintar. Agora ele é vice-diretor do Centro de Exposições de Arte para o Exterior, entidade chinesa dedicada à organização e montagem de exibições.

A Exposição de Arte no Foco África 2008 é o mais recente fruto do trabalho do pintor chinês. A mostra reuniu artes folclóricas do Gabão, obras colecionadas pelo Museu Nacional do Senegal, réplicas do acervo cultural egípcio, e produções de nove pintores chineses sobre a África, entre outras preciosidades.

O senhor Li, natural da cidade de Shenzhen, disse estar emocionado por poder apreciar a arte africana.

"Antes sabia pela imprensa da fama da escultura africana em madeira e pedra. Agora consigo finalmente apreciá-las pessoalmente. São obras fantásticas".

Como pintor e designer de exposição, Wan Jiyuan disse esperar trazer novas visões para que os visitantes apreciem culturas de outros povos.  

"O continente africano é uma terra misteriosa para o povo chinês. A arte africana exerceu grande influência sobre os pintores do mundo inteiro na era contemporânea. A exposição que montamos pretende mostrar de forma completa a arte e o panorama da África, além de permitir aos visitantes sentir a variedade das artes nas diversas regiões".

Wan Jiyuan esteve várias vezes na África. Em 1995, foi à Nigéria junto com seus colegas trabalhar com uma exposição de artesanato chinês. Foi sua segunda viagem ao continente. Como Wan Jiyuan sempre teve o hábito de levar consigo papel e pincéis nas suas viagens, ele pintou naquela vez paisagens de várias vilas locais.

"Gostei da sensação que a África me dá. Vou dizer que é uma fusão da terra e do céu. A sensação é chocante. Sua arte primitiva e misteriosa é uma atração para qualquer artista".

Em 2002, o Centro preparou uma exposição sobre o desenvolvimento sustentável chinês na África do Sul. Durante o evento, Wan assistiu às manifestações culturais da etnia Zulu. O pintor chinês voltou para casa decidido a produzir uma peça sobre o tema. Assim saiu a Festa da África, pintura a óleo com 7,2 metros de extensão e 1,8 metro de largura. Wan falou da produção.  

"Pretendo transmitir uma sensação forte. Emoldurei a peça com madeiras que comprei nos arredores de Beijing, queimadas em cor preta. A pintura virou também uma peça de decoração".

A peça de Wan ganhou o reconhecimento dos africanos. Segundo o especialista do Museu do Quênia, Martin Tindi, a pintura de Wan refletiu a natureza otimista dos africanos.  

"A obra me impressionou muito. Os africanos adoram dançar. Quando temos tempo livre, sempre nos reunimos para dançar. Esta pintura descreve essa vida. A alegria faz-nos esquecer do sofrimento".

A escultura africana também chama muita atenção do pintor chinês. Ele disse lembrar-se até agora das máscaras que viu nos ritos africanos. Os habitantes locais esculpem máscaras à noite e usam-nas só nas manifestações culturais importantes. Segundo Wan, a arte representa a fé do povo africano.

"Eles dão o melhor de si na confecção das máscaras, sem intenção de lucrar. Por isso, sinto uma coisa primitiva bem forte, que vem do coração deles. A arte africana é realmente muito fascinante".

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