Na Dianfu, um muçulmano comum na Região Autônoma da Etnia Hui de Ningxia, se transformou de um camponês em presidente de uma locadora de automóveis.
Nos anos 1980, o camponês Na Dianfu começou seu empreendimento do zero, ajudado por uma política do governo regional de benefício às minorias étnicas. Atualmente, Na Dianfu prospera, os seus negócios se expandem a cada dia e a casa também é cada vez maior. Ele levou nossa reportagem para visitar sua casa.
"Comprei esta casa. Tem mais de 180 metros quadrados", disse Na.
A casa de Na Dianfu tem dois pavimentos e se localiza num bairro nobre da cidade de Yinchuan. Segundo ele, o governo local lançou muitas políticas favoráveis aos empreendimentos dos habitantes das minorias étnicas como, por exemplo, emissão de micro-empréstimos e redução de impostos. Desde os anos 1980, ele e seu filho saíram da terra e começaram a trabalhar no setor de construção. Acumulando algum dinheiro, Na começou a contratar trabalhadores e se dedicou à empreitada de obras. Depois, ele mudou de ramo e abriu sua própria companhia de locação de carros. "Antes da reforma e abertura, nunca sobrava dinheiro. Agora, minha receita anual se aproxima de 500 mil (cerca de US$80 mil)".
Com a melhoria das condições de vida, Na Dianfu queria realizar um sonho de seu pai: peregrinar a Meca. Em 1997, o pai de Na Dianfu fez a peregrinação à cidade sagrada. O pai de Na disse: "Naquele ano, mais de 2,8 milhões de muçulmanos fizeram a peregrinação a Meca. Pensei naquele tempo que se não fosse a política da reforma e abertura, como poderia chegar de avião até lá? Era algo absolutamente impossível".
Dez anos atrás, não havia vôo direto entre a cidade de Yinchuan e a Arábia Saudita e era necessário trocar de aviões e trens para chegar a Meca. O caminho que Ding Xiumei, mulher de Na Dianfu, seguiu já foi totalmente diferente. Nos últimos anos, o governo regional, em colaboração das autoridades interessadas, lançou vôos fretados diretos de Yinchuan a Meca, acompanhados de intérpretes, médicos e imãs procedentes de diversas mesquitas, o que facilitou muito aos fiéis muçulmanos. Em 2007, Ding Xiumei foi a Meca. Recordando da viagem, a senhora Ding disse: "Em 2007 quando fui a Meca, fui num vôo direto do Aeroporto de Yinchuan. Por 30 dias, fomos acompanhados por intérpretes, médicos e imãs".
Nossa reportagem fez a visita a Na Dianfu no dia seguinte ao festival do fim do Ramadã. Todos os membros da família de Na colocaram roupas novas e traziam uma expressão radiante. O pai de Na Dianfu disse-nos: "Ontem foi o a festa do fim do Ramadã. A mesquita estava cheia de pessoas. Sacrificaram-se vários bois e reunimo-nos para um banquete muito farto. Estou bem satisfeito com a vida".
A família de Na Dianfu é apenas uma amostra de muitas famílias muçulmanas da China. Todas as minorias étnicas desfrutam hoje em dia dos resultados trazidos pela política de reforma e abertura.