Centenas de milhares de documentos, entre eles vídeos, fotos e fitas magnéticas, que registraram os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Beijing foram transferidos para os arquivos da cidade de Beijing e serão guardados como "patrimônio cultural de valor incalculável", informou o diretor do Departamento de Arquivos de Beijing (DAB), Chen Leren, sem revelar quando o público poderá acessá-los.
De acordo com Chen, os arquivos da capital chinesa já receberam mais de 128 mil documentos de papel, 126 mil fotos, cerca de 10 mil vídeos e fitas magnéticas e 93 gigabits de arqivos digitais do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Beijing (COJOB).
Entre os itens estão políticas, regulamentos, manuais técnicos, cartas oficiais, fotos e 4.165 vídeos e CDs que contêm aproximadamente 5 mil horas de arquivos de imagem sobre os dois eventos esportivos, acrescentou Chen.
"Exemplares da tocha, medalhas de ouro, prata e bronze e produtos licenciados dos Jogos também foram guardados", revelou o diretor do DAB.
De acordo com ele, mais de 200 mil volumes de arquivos sobre as competições realizadas nas sedes olímpicas fora da capital chinesa também foram coletados, e o DAB começou a digitalizá-los.
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Quanto ao acesso desses materiais para o público, Ma Xiaozhen, uma funcionária do DAB que trabalhou para o COJOB durante os Jogos Olímpicos de Beijing, disse à Xinhua que o departamento ainda não definiu a data.
"Estamos muito cautelosos com os originais. A propriedade intelectual não é a nossa principal preocupação, já que contamos com a proteção de regulamentos relevantes", explicou Ma.
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Sob as Medidas de Implementação da Lei dos Arquivos da China, o público pode ter acesso aos documentos relativos a economia, ciência, tecnologia e cultura a qualquer momento.
As medidas também especificam que "arquivos produzidos após 1949, se não relacionados a temas sobre defesa nacional, relações exteriores, segurança pública e do Estado, devem ser abertos ao público 30 anos após seu arquivamento".
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