Depois de três anos, os jogos da pré-temporada da NBA voltam à China. Em 2004, o Houston Rockets, time do pivô chinês Yao Ming, e o Sacramento Kings realizaram dois jogos da pré-temporada em Beijing e em Shanghai. Desta vez, o Orlando Magic e o Cleveland Cavaliers chegaram também a Shanghai, terra natal de Yao Ming, para abrir mais o mercado chinês.
Para os torcedores, os craques Lebron James, que liderou o Cleveland Cavaliers à final da NBA da última temporada, e Dwight Howard, famoso pivô do Orlando Magic, são as principais atrações. Já para o comissário da NBA, David Stern, e o diretor do Centro de Administração do Basquete Chinês, Li Yuanwei, os interesses comerciais são o principal motivo de parceria.
Uma série de iniciativas na China já trouxe lucros atraentes para os americanos. Atualmente, a NBA mantém escritórios em Beijng, Hong Kong e Shanghai. A página em chinês responde por mais de 30% da taxa de visitação do site oficial da NBA. Muitas estações de televisão da China transmitem os jogos da melhor liga de basquete do mundo. A emissora estatal CCTV já tem um acordo de cooperação de mais de 20 anos com a liga. Mas o número um da NBA, David Stern, ainda quer ampliar a participação no mercado chinês, e já fez planos para isso.
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"Primeiro, queremos construir mais quadras de basquete na China, difundindo um modo de vida mais saudável; segundo, planejamos realizar cursos de atualização para alguns bons técnicos e jogadores chineses, a fim de elevar o nível do basquete chinês; terceiro, continuamos a parceria com a CBA (Associação Chinesa de Basquete), e tentamos criar na China a segunda NBA do mundo. Este é um projeto de longo prazo e precisamos esforços duradouros", afirmou David Stern.
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De fato, o basquete chinês está em fase inicial de profissionalização. A operação e o sistema de mercado ainda não estão maduros. A entrada da NBA traz por um lado oportunidades para a CBA, e por outro lado, mais concorrência. O diretor do Centro de Administração do Basquete Chinês, Yi Yuanwei, declarou que, para a CBA, a cooperação com a melhor liga do basquete do mundo é muito bem-vinda. Ele disse:
"Precisamos de cooperações com a NBA para ampliar e aperfeiçoar nosso mercado, que tem uma enorme potencialidade. Ao mesmo tempo, são bem-vindas as cooperações com outras instituições de basquete e empresas."
Li considera que o basquete é um grande negócio e que esse segmento do mercado deve ser aberto. Na opinião do chefe do basquete chinês, com a entrada da NBA na China, as cooperações entre a CBA e a NBA devem ser mais profundas e substanciais. A CBA quer que todos os parceiros da NBA se tornem também amigos da CBA, procurando uma relação de mútuo benefício.
"Esta parceria não deve contar com apenas dois parceiros, desejamos mais amigos cooperativos. Desde que mantenhamos o mesmo objetivo e comuniquemos bem, o basquete chinês com certeza conseguirá novos avanços", completou.
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