Kimi Räikkönen é o novo campeão mundial de Fórmula 1. O piloto finlandês, da equipe Ferrari, venceu no dia 21 o GP Brasil -- em Interlagos -- e, beneficiado pelo mau resultado de seus principais rivais, ficou com o título da categoria em 2007.
Kimi largou bem e pulou da terceira para segunda colocação antes da freada do "S do Senna" - ultrapassando Lewis Hamilton (McLaren). O inglês, por sua vez, perdeu também sua colocação para Fernando Alonso - que saiu da quarta posição do grid.
No final da reta oposta, Hamilton cometeu um erro ao tentar recuperar a posição de Alonso, na freada e por fora. Saiu da pista e caiu para a oitava colocação. A partir dai, a corrida do novato - que liderava o Mundial - começou a ter tons dramáticos.
Todavia, a situação de Lewis ainda piorou com um problema de câmbio na 7ª volta. O piloto caiu para a 18ª colocação e viu seu sonho de título começar a se desmanchar. Ele ainda tentou uma prova de recuperação, com mudança de estratégia, mas terminou apenas na 7ª posição.
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Felipe Massa largou da pole position e liderou a corrida até o seu segundo pit stop. Mas, com o mau desempenho de Hamilton e a colocação de Fernando Alonso (além da falta de ritmo de seu carro), Massa cedeu a posição para o companheiro nos boxes.
No resultado final, Räikkönen ficou em 1º lugar. Felipe Massa terminou a corrida na 2ª colocação e Fernando Alonso completou o pódio em terceiro lugar. Rubens Barrichello, da Honda, abandonou a corrida com problemas de motor e terminou o ano sem marcar um ponto sequer.
O campeonato terminou com Kimi Räikkönen campeão com 110 pontos. Lewis Hamilton fechou o ano com 109 pontos, assim como Fernando Alonso. Felipe Massa, quarto colocado na tabela de classificação, somou 94 pontos ao longo da temporada.
A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) acaba de oficializar o título de campeão do Mundial de Pilotos de Kimi Räikkönen, seis horas depois que o finlandês ganhou o GP do Brasil de F-1. A entidade não irá punir os pilotos das equipes BMW e Williams, que estariam com combustíveis irregulares.
Os quatro pilotos dos dois times foram investigados após o final da corrida em Interlagos. As amostras dos combustíveis apresentavam temperaturas fora dos padrões. Pelas regras da categoria, a temperatura do combustível usado não pode estar menos do que dez graus abaixo da temperatura ambiente.
A FIA, porém, decidiu que o problema não merecia punição aos pilotos. Segundo comunicado emitido após a homologação do resultado da corrida, havia discrepância entre dados de temperatura. O grande problema relatado pelos oficiais foi a dificuldade de definir qual a temperatura ambiente tomada como oficial.
Segundo o site Autosport, a F1 Management, que controla a categoria, teria estabelecido a leitura em 37 graus, mas a FIA e a empresa de meteorologia contratada pelas equipes teriam relatado temperaturas mais baixas. Com essas leituras, o combustível dos quatro carros não estaria quebrando nenhuma regra.
Hamilton, que terminou atrás de três (Nico Rosberg, da Williams, foi quarto, seguido pela dupla da BMW, Robert Kubica, quinto, e Nick Heidfeld, sexto) dos quatro investigados, seria beneficiado pela exclusão do quarteto. Ele passaria do sétimo lugar para o quarto, conquistando o título do Mundial de Pilotos. (UOL)
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