O ano que praticamente se encerra marcou o 50º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre a China e a África. Neste meio século, a China e os países africanos vem realizando amplas cooperações nas áreas de economia, educação, saúde, esporte etc.
As cooperações também impulsionam o desenvolvimento do esporte dos países africanos e consolida a amizade entre os povos chinês e africano. Nos últimos 50 anos, a China enviou técnicos de várias modalidades para o continente africano. No programa de hoje, vamos conhecer dois deles.
Wu Haojin, 69 anos, é uma treinadora de ginástica. Para ela, os dois anos (1982 - 1984) que passou em solo africano treinando a seleção de ginástica feminina do Marrocos foram inesquecíveis.
"Inicialmente, tinha uma equipe de dez atletas. Naquele tempo, o nível delas estava abaixo das principais seleções, mas as meninas ficavam muito felizes por ter oportunidades de participar de importantes eventos internacionais e competir com as outras ginastas. A Associação de Ginástica do Marrocos também ficou satisfeita com meu trabalho", afirmou.
Wushu é o esporte tradicional da China e parte importante de sua cultura. Lu Jianmin é o técnico de Wushu da Universidade de Esporte de Beijng. Entre 1997 e 2001, trabalhou no Egito, um país que tem uma história de civilização antiga quanto a China. Ele disse:
"Eu era o único técnico da seleção egípcia de Wushu. Por isso, ensinei Sanshou e Taolu também. Chefiei a seleção egípcia a participar dos 4º e 5º campeonatos mundiais de Wushu. No IV Mundial, realizado em Hong Kong, os atletas egípcios conseguiram um campeão, dois vice-campeões e dois de terceiro lugares."
O sucesso é fruto de árduos esforços. A barreira do idioma, ambiente estranho e péssimas condições de treinamento são as principais dificuldades para os técnicos chineses.
Wu Haojin lembra:
"Quando cheguei, as condições eram muitos ruins, não havendo instalações básicas ou equipamentos de proteção, como por exemplo, o colchão de espuma - indispensável para os treinamentos de ginástica".
Contudo, os técnicos chineses criaram uma profunda ligação com os atletas africanos através de seu ótimo trabalho e forte entusiasmo. O técnico Lu Jianmin, afirmou:
"Conheço muito bem meus atletas. Um jornal do Egito publicou que o técnico Lu conhece tão bem seus atletas quanto suas linhas digitais. Nas competições, os atletas gostavam de me chamar de 'pai', porque éramos muito íntimos".
As cooperações esportivas sino-africanas já obtiveram grandes resultados. Em 1986, o Comitê Olímpico Internacional deu uma copa olímpica para a China em premiar o país devido a suas contribuições destacadas no impulso do desenvolvimento do esporte africano. As cooperações continuam se aprofundando. Desde 2000, a China já enviou 38 técnicos para 12 países africanos, entre eles Egito, Etiópia, Namíbia etc.
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