Embora o progresso da globalização possa ter sido afetado pela onda do separatismo e sentimentos populistas no Ocidente, sua tendência geral não mudará, manifestaram os estudiosos em relações internacionais em um fórum realizado pelo Xinhuanet.com, o site da Agência de Notícias Xinhua.
No momento, é impossível para qualquer país viver em um sistema fechado, opinou Wang Yiwei, diretor do Centro para Estudos Internacionais da Universidade Renmin da China.
Os maiores obstáculos para o atual modelo de globalização originam-se de seus defeitos institucionais e sua estrutura de governança inadaptável, assinalou Yang Xiyu, pesquisador do Instituto Chinês para Estudos Internacionais.
"O mundo pede por um novo modelo de globalização", acrescentou.
Lançada em 2013, a Iniciativa Um Cinturão e Uma Rota é vista como uma maneira eficiente para promover um novo modelo.
A globalização no nível regional avança tranquilamente sob a Iniciativa, disse Ni Feng, vice-diretor do Instituto de Estudos Americanos da Academia Chinesa de Ciências Sociais.
Como um plano mestre, a Iniciativa integra 65 países do Leste Asiático até a Europa Ocidental com um objetivo de facilitar o comércio e alcançar a prosperidade comum dentro das áreas.
Reconhecendo o sucesso da Iniciativa, os especialistas no fórum também indicaram os desafios possíveis.
Para os países ao longo da rota, possíveis conflitos religiosos ou étnicos, assim como outros problemas nas áreas jurídica, financeira e ambiental, podem dificultar o desenvolvimento sólido da Iniciativa, comentou Guo Xiangang, pesquisador do Instituto Chinês para Estudos Internacionais.
"A China deve melhorar a avaliação de riscos, reforçar a gestão liderada pelas empresas e incentivar o mercado a desempenhar seu papel", enfatizou Guo.
Ele também sugeriu que a China fomente a formação de especialistas em áreas relevantes e forme funcionários para respeitar os costumes locais.
(Xinhua)