A Vila Paraolímpica, que foi aberta no dia 30 do mês passado, deve receber durante as competições paraolímpicas mais de 7.000 atletas e funcionários de delegação. Os detalhes das instalações, que refletem a "preocupação humana", estão sendo bem elogiados por atletas e convidados.
A Vila Paraolímpica foi montada com base na Vila Olímpica e dividida em três zonas. Seu brilho reside nos seus detalhes. Para oferecer mais conveniência aos atletas portadores de deficiência, cada prédio de apartamentos só usa os andares de 1 a 3. As portas dos elevadores e dos apartamentos foram ampliadas para haver espaço para cardeiras de roda. Dentro dos apartamentos, há botões vermelhos de emergência na parede de cada cama e o grupo de serviço de emergência trabalha 24 horas por dia. No banheiro, foram instaladas bancadas e a altura de chuveiros também foi reajustada. O atleta do lançamento de martelo Joze Flere, da Eslovênia, comentou:
"O serviço na Vila Olímpica é obviamente muito bom. Deve ser classificado como cinco estrelas. Não sei como descrever. Está tudo limpinho".
Quanto à alimentação, além de respeitar o sistema de segurança alimentícia utilizado durante os Jogos Olímpicos, a cantina dos atletas, com área de 20 mil metros quadrados, tem uma zona de 700 metros quadrados destinada ao estacionamento de cardeiras de roda. A altura do banco onde se busca os pratos foi diminuída. A cantina funciona 24 horas e o cardápio muda a cada oito dias. A jogadora de basquetebol ucraniana Nastia Timolenko disse adorar a comida oferecida na cantina e o serviço.
"O cardápio é diversificado e inclui tanto a comida ocidental quanto a oriental. São muito saborosas. Acho que há mil tipos de comidas. A minha predilecta é a sopa de legumes, a salada e o pato laqueado de Beijing. São delícias".
Como casa dos atletas durante os Jogos Paraolímpicos, a Vila Olímpica leva em consideração a demanda dos seus moradores nas áreas de tratamento médico, entretenimento e cultura. Foi instalado na Vila um centro de manutenção dos membros postiços, onde se reúnem 150 profissionais provindos de 19 países. O serviço é totalmente gratuito. As escadas em frente aos prédios de correios, lojas e shoppings foram modificadas com rampas, ao lado das quais está colocado um alerta. A atleta da Lituânia Italiy Krasnova estava escolhendo lembranças.
"Muito confortável e muito conveniente. Obviamente os construtores da Vila já levaram cuidadosamente em consideração a demanda dos atletas. Participei de três paraolimpíadas e esta é a melhor Vila Paraolímpica que já vi. O comitê organizador toma como prioridade a demanda dos atletas e fico muito satisfeita com isso".
Durante as competições, a Vila deve promover vários shows de artistas portadores de deficiência. Os atletas vão poder intensificar seus intercâmbios por meio das atividades culturais.
Todos os trabalhadores e voluntários da Vila receberam treinos especiais, inclusive a utilização de equipamentos auxiliares e língua de sinais. O chefe da delegação das Ilhas Maurício, Reynolds Permal, disse que o voluntário lhe ajudou bastante.
"Aqui tudo é excelente. Quero dizer que está tudo perfeito. Muitos amigos me ajudam. Eles até falam francês. Não consigo ver tudo, mas posso sentir".
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