Localizada na costa ocidental da África, a Guiné Bissau conta com uma infra-estrutura relativamente obsoleta, devido às condições limitadas. Isso não afetou, no entanto, o entusiasmo dos guineenses pelo esporte. Foram enviados três atletas para esta edição dos Jogos Olímpicos, dois em atletismo e um em luta. Vamos escutar a entrevista com o chefe da delegação olímpica guineense, Deladier Vieira.
Para Vieira, ganhar não é tão importante. Um bom desempenho é mais significativo.
"Para nós, tem um grande significado. Não é bem ganhar, é a participação do país. Aqui estão três atletas. Nós somos poucos. Nosso país também é pequeno e estamos com três atletas para representar a Guiné Bissau e, até agora, um atleta já competiu e demonstrou sua capacidade e a importância que a Guiné Bissau dá a participar desses Jogos Olímpicos de Beijing".
Vieira participou dos Jogos de Sydney e de Atenas. É a terceira vez que ele vem aos jogos na função de chefe da delegação. Segundo ele, a Vila Olímpica é muito impressionante.
"Toda a gente que vem para aqui fica contente porque estamos a morar em um sitio agradável. Isso parece um hotel de quatro estrelas. Tudo aqui é moderno. É agradável. Eu fui a muitos Jogos Olímpicos, mas aqui na China, isto não é Vila Olímpica, isto é a cidade olímpica".
Quanto aos estádios olímpicos, Vieira não poupou elogios:
"Os complexos esportivos são modernos. Estão na última geração. São coisas que nunca vimos. Tudo é moderno com nova tecnologia. Quer dizer, a China demonstrou ao mundo que é um país capaz de fazer quando pretender fazer. Todo o mundo está contente".
O carinho dos chineses marcou muito o chefe da delegação. Vieira fez muita amizade com os chineses e trocou presentes. Ele falou especialmente de seus assistentes, que já considera seus familiares.
"Tinha aqui três assistentes. Falam português. Somos agora da mesma família aqui. Comemos juntos, saímos juntos. São a minha família agora. Já trocamos impressões o que é a China, o que é a Guiné Bissau".
Vieira é uma pessoa muito aberta. Ele brincou que, quanto mais tempo passa na China, menos quer voltar ao país.
"Estamos acostumados. Já nem queremos voltar".
Os Jogos estão se aproximando do fim. Ele pediu que a China reforce os intercâmbios e dê maior apoio para o desenvolvimento esportivo do seu país.
"É organizar este evento que está a correr com grande sucesso. Muitos votos para que outros países que venham organizar os Jogos Olímpicos fiquem a exemplo da China. Parabéns à China e peço a China, em particular continuar a apoiar a Guiné Bissau".
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