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Reconstruindo escolas pelo amor às crianças de Sichuan
2009-05-08 16:09:01    cri

Devido ao terremoto devastador ocorrido no dia 12 de maio do ano passado na província de Sichuan, sudoeste da China, muitas pessoas perderam suas casas, e as crianças e jovens, suas escolas. Hoje, um ano depois, quando os nossos repórteres visitaram novamente as regiões atingidas, nas casas e escolas reconstruídas a leitura é atividade constante, e nos rostos dos estudantes surgem os sorrisos.

A escola secundária de Beichuan situa-se em Mianyang, a cidade mais afetada pelo terremoto da província de Sichuan. Sete dias após o abalo sísmico, os estudantes passaram a assistir aulas num centro de treinamento para funcionários de uma empresa. O responsável da escola, Li Xueyi, revelou que em setembro do ano passado, um grupo de estudantes provenientes da Academia de Música da Universidade Formal da Capital de Beijing, veio à escola prestar serviços voluntários. A escola começou a promover aulas de música e pintura, a fim de ajudar as crianças a recuperarem-se dos traumas psicológicos causados pelo desastre.

"O que estamos experimentamos agora é a educação através da arte, aproveitando os conhecimentos dos voluntários da Universidade Formal da Capital de Beijing. Criamos aulas especiais de arte para o primeiro e segundo anos, incluindo música e pintura. O conteúdo das aulas é elaborado segundo o guia de educação de arte do Ministério de Educação da China, ou seja, a preocupação maior dos professores é a de despertar a apreciação artística dessas crianças."

Zhang Zujun, uma estudante do terceiro ano da Universidade Formal da Capital de Beijing, voluntária da escola, revelou aos nossos repórteres, que quando ela começa a praticar uma música nova no piano, procura ensiná-la logo depois aos alunos. Ela espera que a música possa recuperar a confiança e a alegria de todas as crianças vitimadas pelo terremoto.

"A diferença de idade entre eu e os alunos é de apenas três ou quatro anos, por isso é fácil conviver com eles. Quando estudava música, achava que era somente uma maneira de expressar emoções, mas agora, com a minha experiência aqui na escola, descobri que a música é uma ponte que nos une."

Na realidade, os ideais das crianças nas regiões vitimadas não desapareceram com a tragédia, mas se tornaram mais firmes. Guo Dongmei, de 16 anos, perdeu a perna esquerda no terremoto. Seu maior sonho é se tornar médica, para que no futuro possa ajudar os outros.

"Quero ser médica, acho que os médicos são muito bons, podem ajudar muitas pessoas e dão saúde aos outros."

Segundo Li Xueyi, responsável pela Escola de Beichuan, as autoridades estão planejando construir um novo edifício moderno para oferecer um ambiente de estudo mais favorável às crianças.

Segundo informações, durante o terremoto, mais de 13 mil escolas de Sichuan sofreram danificações. No curto período de um ano, os trabalhos na área da educação se recuperaram em uma velocidade surpreendente. Um dia após o terremoto, as crianças já voltaram a ler na cidade de Dujiangyan, destruída gravemente na calamidade. Quatro meses depois, todas as escolas das regiões vitimadas recuperaram as aulas perdidas em casas temporárias ou em edifícios restaurados, e a saúde psicológica foi incluída no currículo escolar. Conforme o planejamento, antes do dia 1° de setembro deste ano, a maior parte das escolas voltará a funcionar em edifícios permanentes.

Durante a visita, os nossos repórteres se depararam com muitas escolas em construção. A Escola Primária de Xiang'e, situada no nordeste da cidade de Dujiangyan, é um exemplo.

No local da obra, centenas de operários estavam trabalhando. Segundo informações, a Escola de Xiang'e é a primeira da China cujos edifícios são de estrutura de madeira, doada pelo Canadá. Zhang Ping, funcionário responsável pelos trabalhos de reconstrução do Departamento de Educação de Dujiangyan, informou que os edifícios da Escola de Xiang'e foram gravemente destruídos no terremoto, por isso, o governo local decidiu reconstruir a escola em outro lugar, e agora, a obra está em bom andamento.

"Na reconstrução da escola, o Instituto de Construção da Universidade de Tongji de Shanghai responsabiliza-se pelo design, o Grupo da Construção de Lüdi de Shanghai contratou a obra, e a Companhia de Jianke de Shanghai responsabiliza-se pela administração proprietária. Está previsto que a obra será concluída até o final de julho, e entrará em funcionamento antes do início do 2º semestre do ano letivo de 2009."

Segundo informações, a superfície total de construção da escola chegou a 5000 metros quadrados, incluindo o edifício principal, o dormitório, a cantina, etc. Após a conclusão, 540 alunos poderão ter acesso à educação. Zhang Ping ainda acrescentou, que a resistência da estrutura da escola ao terremoto foi o mais alto entre as construções civis da China.

"A escola está sendo reconstruída conforme os padrões especiais de qualidade e administração definidos pelo Ministério de Construção do país. A cidade de Dujiangyan situa-se na faixa sísmica, por isso, as construções devem atender aos regulamentos nacionais de resistência ao terremoto. Após o abalo sísmico de Wenchuan, a resistência da cidade foi elevada ao nível 8. E em relação às instalações públicas, o nível será um grau maior, inclusive as escolas."

O que vale mencionar é que a reconstrução da escola adotou elementos de alta tecnologia. O engenheiro do Grupo da Construção de Lüdi de Shanghai, Yang Jiancheng, nos explicou:

"Boa resistência ao terremoto é a maior vantagem da estrutura de madeira dos edifícios. Em relação à prevenção contra incêndios, há placas de gesso fora das estruturas de madeira, e nos corredores e salas, ainda há instalações à prova de fumaça.

No momento, todos os estudantes e professores da escola estão aguardando ansiosamente a mudança para os novos edifícios. A aluna do sexto ano, Pan Jiao, contou aos nossos repórteres:

"A nova escola é muito bonita. Muitas pessoas bondosas nos ajudaram, pessoas comuns, mas que fizeram muitas coisas que nos comoveram. Aprendi muito com essa calamidade, e no futuro, se tiver oportunidades, queria prestar serviços voluntários."

 
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