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O mar de bambu é sempre impressionante para os turistas. Feng Hui, turista de Chengdu, capital da província de Sichuan, disse que a bela paisagem de harmonia entre pessoas e natureza deu tranqüilidade à alma dele:
"Vi tanto bambu aqui no parque, que me deu grande tranqüilidade, e eu me sinto muito relaxado. Aqui é lindíssimo, acho que é um paraíso. Além da floresta de bambu, aqui também tem o lago e pratos saborosos e, por isso, temos um sentimento de felicidade muito forte, sem nenhuma pressão."
Assim como o Mar de Bambu do Sul de Sichuan, a vila antiga Lizhuang, que se situa no subúrbio da cidade de Yibin, também possui fama nacional. A vila antiga de Lizhuang, à beira do sul do Rio Yangtzé, tem 1.460 anos da história. Hoje, as construções históricas são bem preservadas e mostram as características da arquitetura da região do sul da província de Sichuan do século 14 até o século 20, atraindo muitos turistas do país inteiro.
O templo comemorativo de Zhang, um dos maiores sobrenomes dos chineses, construído em 1.840 no oeste da vila, é um símbolo das construções antigas na vila, com área total de quatro mil metros quadrados. As casas foram construídas em madeira, com um pátio quadrangular, e representam o nível mais alto da construção civil daquela época. As construções do templo têm 50 janelas e cada uma é decorada com madeira esculpida com dois grous. A guia, Zhang Hui:
"Normalmente, cem grous representam fortuna e longa vida. Segundo a genealogia do clã de Zhang, uma escultura de grou custava 14 gramas de prata, a moeda circulada naquela época, mas na dinastia Qing, a última dinastia, o salário mensal de um funcionário da hierarquia suprema do governo era de apenas 15 gramas. Isto representa o alto nível da escultura."
Zhang disse que, na década 40 do século passado, muitas universidades e órgãos de pesquisa do país se mudaram para Lizhuang, que se tornou um dos centros culturais da China, que estava lutando com a invasão japonesa. Naquela altura, milhares de caixas de patrimônios antigos e relíquias culturais do Museu da Cidade Proibida foram transportadas ao templo de Zhang, e conservadas ali por mais de cinco anos.
Além dos recursos naturais e culturais, os turistas também podem experimentar as características de etnias minoritárias. O Mar de Pedras, parque geológico mundial, fica no distrito de Xingwen, no sudeste da cidade de Yinbin. Além da bela paisagem natural, o distrito é a maior área de residência da etnia Miao na província.
O distrito é o local onde se extinguiu a etnia Bo. A guia do parque geológico Yang Ting conta que o distrito foi a capital do reino da etnia Bo, centenas de anos atrás. No parque, encontram-se os vestígios históricos, como a caixa suspensa:
"O caixão pendurado ali em cima do precipício representa o costume antigo de funeral do povo local. Normalmente, quanto mais alto fica o caixão, mais alta era a posição do dono na sociedade. Eles fizeram buracos nas pedras no precipício e instalaram estacas horizontais de madeira e o caixão fica assim acima das estacas, parece suspenso no ar. Aquele caixão ainda não apodreceu, mesmo depois de dezenas de anos, porque ele foi feito em madeira de canforeiro."
A etnia Bo extinguiu-se no século XVI, deixando muitos mistérios para os descendentes. Por que eles colocavam os caixões em um lugar tão alto? O professor catedrático da Universidade de Sichuan Mao Jianhua diz que ainda não há uma conclusão sobre isso, mas ele prefere esta explicação:
"Este é um costume funerário bem característico chinês. Notamos que os caixões foram colocados não só nos precipícios comuns, mas nos que têm rios ou riachos. Para mim, eles queriam que a alma do morto seguisse os passos dos antecedentes e fosse para o curso inferior dos rios, local considerado a nascente real da etnia. Eles querem voltar à terra dos antepassados." 1 2
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