Humberto Évora, médico da delegação olímpica de Cabo Verde, teve muito contato com a China na sua vida. Trabalhando em Macau por muito tempo, ele tem muito conhecimento sobre o país. Ele veio a Beijing pela primeira vez com a delegação esportiva de Macau para os Jogos Asiáticos de Beijing, em 1990. Desde então, ele ficou ser fascinado com a capital chinesa.
Humberto Évora, nascido em Cabo Verde, fez cursos de medicina esportiva em Portugal e Itália. Depois de ir a Macau, lá permaneceu trabalhando até hoje. Por seus êxitos notáveis na área de medicina esportiva, ele foi convidado pelas delegações esportivas de Macau e Cabo Verde para ser responsável pelo serviço médico da equipe. Desta vez ele chegou a Beijing no papel de médico da equipe olímpica cabo-verdiana. Para ele, a mudança da cidade em relação a 18 anos atrás é surpreendente:
Cada vez que vem a Beijing, há sempre uma nova visão para ele. A cultura é uma coisa que atrai muito sua atenção, especialmente a comida de Beijing.
Para Évora, Beijing é uma cidade atraente. Na metrópole mundial de Beijing, ainda existem muitos fatores tradicionais que fazem relembrar a história como, por exemplo, as ruelas (conhecidas também como Hutong), casas antigas com pátios quadrangulares etc. Comparativamente com o aspecto moderno, o médico cabo-verdiano prefere a face antiga e tradicional de Beijing.
Em Beijing, podem-se encontrar prazeres de dia e à noite. Para ele, os cidadãos de Beijing são muito amigáveis e, por isso, tem sempre amigos aqui na capital chinesa.
Além disso, a segurança é muito importante para atrair turistas a Beijing.
A realização dos Jogos Olímpicos torna Beijing mais bonita, mostrando a sua imagem perfeita ao mundo todo. Ele adora Beijing, e vai visitar sempre aqui quando tiver oportunidade.
Com a estréia nos Jogos Olímpicos em 1996, em Atlanta, Cabo Verde ainda é um país novo na grande família olímpica. Limitado pelo desenvolvimento esportivo nacional e o nível competitivo, o país ainda não conquistou nenhum medalha nas Olimpíadas. Porém, o país africano está caminhando sempre para frente para realizar a sua meta.
A delegação cabo-verdiana enviou três atletas para Beijing, em ginástica e atletismo. Entre eles, Nelson Cruz, maratonista que ganhou o ouro nos Jogos da Lusofonia em 2006, atraiu mais atenção do mundo lusófono.
"A nossa principal preocupação é mostrar que existimos, que estamos a trabalhar e que sonhamos para o futuro. Nós ainda não estamos a sonhar com medalhas, isto, com toda a sinceridade, porque sabemos que tipo de disputa é que ainda temos. Somos um país novo e pobre que não acabou de estruturar a sua política desportiva", ressalvou Franklim Palma, o presidente do Comitê Olímpico Cabo-verdiano, que mantém grande expectativa para o futuro esportivo do país.
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