Beijing está preparada para atender convidados de todo o mundo que se reunirão neste verão na capital chinesa para os Jogos Olímpicos, considera Richard Amante, estudante brasileiro que está aprendendo chinês na Universidade de Língua e Cultura de Beijing (ULCB).
Vivendo em Beijing há quase um ano, Amante, nativo de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, testemunha os esforços feitos pelas autoridades, assim como o entusiasmo do povo chinês à Olimpíada.
"O metrô é rápido e conveniente, além de muito barato. Os recintos esportivos são espetaculares. As ruas estão decoradas com flores e bandeiras, o que torna mais bonita. Creio que os Jogos Olímpicos terão êxito e Beijing surpreenderá o mundo", disse Amante em entrevista à Xinhua.
Durante a festa esportiva, que cairá no dia 8 de agosto, todos os olhos do mundo estarão voltados para o país asiático. A poucos dias do início da cerimônia de abertura, estão em marcha os preparativos finais da cidade.

Cerca de 40 milhões de flores em vasos embelezam as ruas e locais de competição. Três novas linhas de metrô entraram em operação em 20 de julho. Nos principais pontos turísticos, as legendas bilíngües recém-instaladas oferecem facilidades aos turistas de dentro e fora do país.
"Os esforços das autoridades são efetivos e Beijing está muito diferente da cidade que me acolheu quase um ano atrás", ressalto Amante.
Nos locais com grande fluxo de pessoas, tais como estações de trens, ônibus, metrô, aeroportos, hotéis e lugares de entretenimento, a cidade anfitriã da Olimpíada reforça a vistoria de segurança.
Em termos das medidas adotadas para garantir a segurança da Olimpíada, Amante comentou que "Beijing é uma cidade segura, até mais segura que a maioria das cidades da Europa. No entanto, é importante intensificar diante um evento tão grande. Não sinto nenhum incômodo com estas verificações". Ele acrescentou que em comparação com Beijing, para conseguir os Jogos Olímpicos de 2016, o maior desafio do Rio de Janeiro, no Brasil, será resolver os problemas de segurança.
O estudante brasileiro chegou à China em agosto do ano passado e, desde então, começou a aprender chinês, língua muito difícil para ele.
"É realmente difícil, mas também é útil. Todas as pessoas reconhecem quem sabe falar chinês, o que também dá mais oportunidades", assinalou ele, ao explicar porque decidiu aprender chinês.
A turma de Amante na ULCB, composta por estudantes provenientes da Algéria, Brasil, Canadá, Cazaquistão, Costa Rica, Japão, Ilhas Maurício, Namíbia, Portugal, Tailândia, Vanuatu e Vietnã, parece uma "pequena ONU". Atualmente, mais de 5 mil estudantes estrangeiros estão aprendendo chinês na ULCB.

Na opinião de Amante, a barreira do idioma constitui o maior inconveniente para os visitantes estrangeiros. "É difícil entender e se comunicar com os chineses por causa da língua. A maioria dos motoristas dos táxis não fala inglês e, apesar de falar um pouco de mandarim, muitas vezes não consigo fazer entender onde quero ir por causa da minha pronúncia imperfeita", confessa Amante.
Segundo o governo municipal de Beijing, 6 milhões de mapas em chinês e inglês serão distribuídos gratuitamente no aeroporto de Beijing e em hotéis selecionados, locais turísticos e sedes olímpicas. "Com os mapas, tudo se tornará fácil", fala o brasileiro, dizendo que os estrangeiros podem mostrar no mapa o destino aos motoristas do táxis e, deste modo, os dois lados podem compreender facilmente um ao outro.

Em maio, Amante visitou o Estádio Nacional, ou Ninho de Pássaro, para ver o Aberto da China de Atletismo, que foi a última chance para conhecer de perto a principal obra olímpica de Beijing antes do início do evento. "É uma estrutura gigantesca, excelente para a realização de um evento do porte de uma Olimpíada. Além de bonito e confortável, o Ninho parece ter todas as condições de receber eventos do mais alto nível", declarou Amante, acrescentando que "não consigo imaginar como o arquiteto teve tanta criatividade".
"Estamos nas férias para o meu curso na universidade, mas vou ficar em Beijing para ver os Jogos. É um orgulho acompanhar de perto as mudanças de Beijing e viver em uma cidade olímpica", disse o estudante brasileiro.
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