A tocha olímpica de 2008 passou no dia 25 de julho por Zhengzhou, capital da Província de Henan, no centro da China. Entre as 208 pessoas que levaram a tocha pelas ruas da cidade, há um homem que veio do Gabão. Ele adora a arte marcial e fez uma profunda amizade com a província e com a China. Neste bloco, vamos conhecer Luc Bendza.
Quando era pequeno, Luc Bendza assistiu ao filme "Fist of Fury", estrelado por Bruce Lee, e apaixonou-se pela arte marcial chinesa. Em 1983, aos 14 anos, viajou para a China e entrou no Templo Shaolin, em Zhengzhou, para aprender durante um ano a arte.
Os laços de Bendza com Zhengzhou possuem uma história longa, por isso, ele ficou muito contente por ter sido escolhido carregador da tocha na cidade:
"Sinto uma emoção profunda em relação a Zhengzhou. Em 1983, vim para a China quando era uma criança de dez anos. Participei na cidade de festivais de artes marciais internacionais. Agora, o revezamento da tocha olímpica fortaleceu minha amizade com o povo e com a cidade de Zhengzhou."
Apesar de sua língua materna ser o francês, ele já fala fluentemente o chinês. Luc explicou:
"Estudei durante um ano na Universidade de Línguas e Culturas de Beijing, que era chamada naquele tempo Instituto de Línguas e Culturas. Depois, ingressei na Universidade de Esportes de Beijing."
Em fins dos anos 80 e início dos 90 do século passado, Luc estudou nas duas universidades a língua e a arte marcial, e conseguiu um diploma de licenciatura. Durante esse período, participou de diversas competições internacionais sediadas na China, alcançando bons resultados. Além disso, em 1993, obteve a certificação internacional de árbitro de arte marcial. Quanto à relação entre a arte marcial e sua própria vida, ele disse:
"Pratico a arte marcial há cerca de vinte anos. Estou promovendo em todo o mundo a arte marcial, os filmes e a cultura geral da China."
Luc não está exagerando. Desde 1991, participou da produção de mais de dez filmes. Agora, é membro do Comitê de Técnicas da Federação Internacional da Arte Marcial. Ele é sempre convidado para apresentar e ensinar esta técnica em países de todo o planeta, incluindo sua terra natal, o Gabão:
"Agora, sou o presidente da Associação de Arte Marcial do Gabão. Ajudei a fundar a entidade. Apoiada pela Associação Nacional de Arte Marcial da China, a seleção gabonesa participou do 9º campeonato mundial, no ano passado, em Beijing."
Segundo Luc, a cada dia, mais gaboneses se interessam pela arte marcial. Em seu país, já existem mais de 300 praticantes.
Para Luc, a arte marcial é uma filosofia que permite às pessoas conhecerem a si próprias e à natureza.
"Praticando a arte marcial, você pode conhecer melhor a si próprio, incluindo suas relações com a natureza e a sociedade. Em segundo lugar, a prática pode lhe ajudar a relaxar e, conseqüentemente, beneficiar a sua saúde."
Com a expansão da influência da arte marcial no âmbito global, cada vez mais pessoas começam a perguntar quando o esporte pode tornar-se modalidade de competição nos Jogos Olímpicos. Luc considera que, apesar de ser uma modalidade de apresentação nos Jogos de Beijing, ainda será um processo muito árduo para que seja classificada como modalidade de competição:
"Do ponto de vista da Associação Nacional da China e da Federação Internacional de Arte Marcial, ainda temos que fazer mais esforços para que o esporte possa ser admitido pelo Comitê Olímpico Internacional como modalidade de competição."
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