Os principais membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) não conseguiram até a madrugada de hoje (29) eliminar divergências da Rodada de Doha sobre acesso aos mercados agrícola e não-agrícola.
Ontem à noite, representantes de Estados Unidos, União Européia, Japão, Austrália, Índia, Brasil e China retomaram suas consultas em busca de minimizar as divergências. As negociações serguiram até a madrugada de hoje, mas sem progresso. As discussões tiveram como foco o Mecanismo Especial de Salvaguarda (MES).
O secretário-geral da OMC, Pascal Lamy, exortou ontem os participantes das negociações a tomarem atitudes mais flexíveis a fim de obter sucesso nas negociações.
O ministro do Comércio chinês, Chen Deming, que participou das negociações, declarou que os países desenvolvidos são os maiores beneficiários desta rodada, porque mantiveram um subsídio agrícola muito considerável. Por isso, países desenvolvidos devem fazer maiores concessões aos interesses fundamentais dos países em desenvolvimento e não devem colocar barreiras nestas questões. Quanto às reclamações de alguns membros desenvolvidos sobre a permanência de taxas alfandegárias e oposição à liberação obrigatória dos setores industriais, a delegação chinesa respondeu que estas condenações não têm fundamentos.
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