| O Brasil publicou nesta quinta-feira uma nova agenda commercial para aumentar a participação de seus produtos no mercado chinês.
Entre as metas estabelecidas no documento, divulgado na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, estão a triplicação das exportações brasileiras para a China, com produtos de maior valor agregado, e a atração de mais investimentos chineses para o Brasil até 2010.
"Começamos hoje uma nova etapa. O fluxo de comércio e de investimentos entre os dois países, economicamente tão importantes, exige uma estratégia coordenada e cada vez mais atenta aos assuntos de interesse mútuo", disse o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge.
Segundo ele, o lançamento da Agenda China constitui uma atitude pró-ativa dos empresários e do governo para estabelecer uma readequação do perfil das transações econômicas e comerciais entre o Brasil e aquele país asiático.
Miguel Jorge reafirmou que uma das metas do Brasil é elevar as vendas externas para 1,25% das exportações mundiais até 2010. "Certamente, o aumento do comércio com a China vai ajudar nessa meta, se elevarmos o conteúdo tecnológico de nossas exportações com produtos de maior valor agregado em relação ao que exportamos hoje", acrescentou.
Segundo o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, o governo brasileiro estabeleceu 619 produtos prioritários de 48 setores. Desse total, 147 produtos de 28 setores concentrarão maior esforço até 2010, como petróleo e derivados, metais não-ferrosos, papel e celulose, produtos minerais, químico, carne de aves e suína, peles e couro, além de instrumentos de precisão, metalúrgicos, ferramentas, tintas e farmacêuticos.
Entre as ações estratégicas para aumentar o comércio com a China estão a disseminação da imagem do Brasil no mercado chinês, diversificação dos produtos exportados, aumento das parcerias entre as empresas dos dois países e entre o governo e o setor privado.
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