
Chegamos agora à zona do Salão Leshou, Salão da Longevidade Alegre. A sala central era a residência de Cixi. Aparentemente não é majestosa, mas a estrutura arquitetônica tradicional chinesa construída em madeira favorece a ventilação e a iluminação. No inverno, a temperatura da sala é mantida pelo aquecimento da cama de ladrilhos dotado de tubalação de aquecimento; no verão, a temperatura é amena, já que os toldos de esteira no pátio evitam a penetração direta da luz do Sol. Era a residência ideal. Não é de se estranhar, portanto, que as serviçais de Cixi assegurassem que a paisagem mais bela de Beijing estava no Palácio de Verão e que o melhor lugar do Palácio de Verão era o Salão Leshou.

Na velhice, Cixi costumava permanecer aqui quase todo o ano. Repare, agora, nos detalhes do salão. Viu a lâmpada de cristal? Ela é original e foi instalada por técnicos alemães em 1903. Provavelmente, é uma das primeiras lâmpadas elétricas na China. A imperatriz viúva Cixi não só foi a primeira a desfrutar da lâmpada elétrica, como também do telefona, dos carros, do cinema, do telegrama e de outros avanços tecnológicos da época. Parece que ela se interessava muito pelas novidades do Ocidente.
Veja por favor, a enorme pedra colocada no centro do pátio. Dizem que durante a dinastia Ming, havia um funcionário chamado Mi Wanzhong, um aficcionado colecionador de pedras estranhas. Uma vez, quando viajava a Fangshan, ao Suroeste de Beijing, descobriu esta enorme pedra, pesada, mas singular. Cheio de júbilo, decidiu levá-la para casa como um adorno para seu jardim privado. Contudo, não tinha recursos financeiros para terminar o seu transporte e se viu obrigado a abandoná-la no meio do caminho. Por isso, a população deu à pedra o nome "Pedra do Supérfluo". Quase um século depois, o imperador Qianlong descobriu por casualidade esta pedra e a adorava. Ele ordenou que fosse removida até o Palácio de Verão.
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