O governo da China destinou, até o momento, US$ 2,05 bilhões para apoiar os suinocultores, a fim de garantir o fornecimento de carne de porco no país, divulgou segunda-feira o Ministério das Finanças.
O apoio do ministério se reflete de vários modos, como subsídios diretos, seguro indenizatórios que cobrem matrizes e vacinação contra as principais epidemias, de acordo com informações do Ministério.
A produção de carne suína, a mais consumida pelos chineses, sofreu uma baixa forte a partir de maio, quando os criadores enfrentaram o aumento dos custos com alimentação. Paralelamente, a produção foi restringida também pela seleção de porcos depois de uma explosão da doença da orelha azul em algumas regiões.
O governo prometeu duplicar para US$ 13,3 o subsídio para cada matriz a partir de julho de 2008 até o fim do ano.
O seguro oferecido para cobri-las, lançado em agosto para recompensar produtores por perdas causadas por doenças e desastres, cobrirá "o maior número" de matrizes, de acordo com a reunião executiva do Conselho de Estado, presidida pelo premier chinês, Wen Jiabao, no início do mês. Até novembro, a China assegurou 21,2 milhões de matrizes, ou 44,5% da total nacional, de acordo com a Comissão Reguladora de Seguros da China.
O governo central reservou US$ 333,3 milhões para o próximo ano como ajuda financeira aos criadores em construir fazendas de porco "padronizadas e de grande escala", conforme uma decisão obtida na reunião.
As vacinações contra as doenças epidêmicas serão acessíveis gratuitamente e os agricultores, cujos porcos foram mortos para controlar doenças, deverão receber subsídios.
O ministro da Agricultura, Sun Zhengcai pediu domingo aos governo locais que assegurem o fornecimento de porco em 2008 e também aumentem a produção para 53 milhões de toneladas.
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