Quase 90% dos internautas chineses pediram a promulgação o quanto antes de uma lei para proteger informações pessoais de disseminação não autorizada, informou hoje o Diário do Povo.
Uma pesquisa online, conduzida pelo Diário do Povo e o site www.people.com.cn desde 15 de novembro, recebeu 9.285 respostas para a pergunta: "Como impedir a divulgação não autorizada de dados pessoais na China?".
A maioria, 89%, apóiam a decretação de uma lei sobre a proteção de dados o quanto antes, 7% dizem que indivíduos deviam fortalecer sua própria proteção e só 4% acham que a situação dee permanecer e as pessoas devem adaptar-se à "realidade".
Na semana passada, o Diário do Povo informou que o site www.gumin88.cn está vendendo ilegalmente dados de milhões de acionistas por cerca de 5.000 yuans (US$ 672,6) para um pacote, inclusive com detalhes sobre as pessoas, como nome, sexo, endereço de casa, código postal, números de telefone fixo e de celular.
O site não foi licenciado pelo Ministério da Indústria de Informações, segundo o jornal.
Muitos chineses começaram a comprar e vender ações no mercado de valores. Um acionista, chamado Guo, reclamou para o jornal que ele recebeu telefonemas constantes sobre recomendações de negócios de ações de estranhos.
O governo começou a elaborar uma lei sobre proteção de informações pessoais em 2003 e o projeto de lei dos especialistas da Academia de Ciências Sociais (ACS) da China foi submetido ao Conselho de Estado em 2005.
O projeto está ainda em discussão, de acordo com o o Conselho de Estado.
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