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(GMT+08:00) 2005-10-31 15:27:08    
Proteger as áreas agriculturáveis e garantir a segurança alimentar

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Em 1994, Lester R. Brown, diretor do Earth Policy Institute, publicou um relatório de 141 laudas intitulado "Quem alimentará a China?".

Brown, na oportunidade, considerava que a China estava sofrendo os problemas como a escassez de recursos humanos, destruição e corrosão das áreas agriculturáveis pela acelerado ritmo de industrialização e a alta taxa de natalidade da população. Para ele, até o início do século XXI, a China teria que importar grande quantidade de alimentos e de enfrentar o crescente preço dos alimentos no mercado internacional. Ou seja, a China não conseguiria se alimentar.

Apesar da discordância de autoridades e analistas chineses, sua análise tem um significado real em certa medida. A China possui um quarto da população mundial, mas apenas 7% das terras agriculturáveis do mundo.

Conforme as experiências históricas, a China não pode depender do exterior para resolver seus problemas na área de segurança alimentar, devendo sempre buscar a auto-suficiência.

Desde a inauguração do processo de abertura e reforma econômica em 1978, a economia chinesa vem se desenvolvendo aceleradamente. Alguns governos regionais procuraram cegamente o crescimento do PIB, causando a redução dos campos cultivados.

Segundo as estatísticas oficiais, entre 1996 e 2004, as áreas agriculturáveis chinesas despencaram de 1,951 bilhões de mus para 1,837 bilhões de mus (15 mus = 1 hectare). Simultaneamente, a qualidade das terras também passou a preocupar. Deste universo, 40% e 32% delas são, respectivamente, de baixa e média qualidade produtiva.

Segundo especialistas, para garantir a segurança alimentar ao longo prazo, a produção agrícola anual da China deverá chegar a 500 milhões de toneladas em 2010 e atingir 600 milhões de toneladas até 2030. Ao mesmo tempo, a atual quantidade de terras cultivadas não pode cair mais.

Especialistas consideram que a China enfrentará grandes contradições entre a escassez de áreas agriculturáveis e produção de cereais com a manutenção do ritmo de desenvolvimento econômico, a elevação da qualidade de vida da população e com a manutenção das atuais taxas de natalidade. Por isso, deve-se tratar a proteção da terra como o trabalho chave da defesa de segurança alimentar, implementando rigorosamente o sistema de proteção às terras produtivas.

O primeiro-ministro Wen Jiabao salientou: "É vedado a qualquer instituição ou região reajustar e ocupar as áreas agriculturáveis sem a devida autorização".

Na Conferência de Trabalho de Proteção das Terras Agriculturáveis da China, realizada dias atrás, o vice-ministro de Terras e Recursos, Lu Xinshe, assinalou que o País adotará uma linha de defesa mais rigorosa desses recursos. O governo chinês reforçará o papel de planificação e controle, a fim de manter o número, distribuição e quantidade atual de terras.