Arqueólogos chineses e alemães disseram dia 20 em Xi´an, que tem han detectado bastantes moedas baixo o Mausoléu de Qinshihuang, o primeiro imperador da dinastia Qin (221-207 antes de nossa era), em sua recente operação de prospeção magnética no Noroeste da China.
O local poderia ser o "tesouro estatal" do palácio subterrâneo de Qinshihuang, disse Michael Petzet, presidente do Conselho Internacional sobre Monumentos e Sítios (ICOMOS).
Petzet anunciou o achado esta noite na XV Assembléia Geral do ICOMOS, que começou segunda-feira e terminou quinta-feira passada em Xi'an, cidade que funcionou como a capital nacional de 13 dinastias ao longo da história chinesa.
Na maior parte do trabalho arqueológico do passado, os especialistas geralmente escavam nos sítios primeiro e depois tratam de proteger as relíquias, o que geralmente impede a efetiva proteção das relíquias, disse.
Esta vez, os especialistas primeiro estudaram o Mausoléu de Qinshihuang com dispositivos magnéticos, o que lhes ajudou a saber como proteger melhor as relíquias. A prospeção não só revelou a base da estrutura subterrânea, como também a quantidade destacada de moedas, disse.
Mas, Petzet se opõe a qualquer escavação do Mausoléu de Qinshihuang.
"A escavação algumas vezes significa destruição", disse, e afirmou que as técnicas atuais no mundo não podem garantir que o palácio subterrâneo possa ser protegido bem depois da escavação.
"Deixando-os ficar sob a terra é mais seguro. Nenhuma escavação deve fazer-se por diversão ou por curiosidade".
O centro do Mausoléu de Qinshihuang tem uns 2,13 quilômetros quadrados de largura. Junto com cerca de 181 tumbas que o acompanham, o mausoléu cobre cerca de 60 quilômetros quadrados na província do Shaanxi, Noroeste da China.
Qinshihuang se mudou a seu palácio subterrâneo aos 49 anos depois de governar durante 15 anos e de dedicar cerca de 38 anos a construir seu mausoléu.
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