"Queria ir a um restaurante de fast-food chinês para celebrar a Festa do Meio Outono, mas meu filho prefere um restaurante de hambúrguer", comentou resignado Liu Kai, pai de um rapaz de 15 anos de idade, quem decidiu passar essa típica festa chinesa, que normalmente se celebra durante o mês de setembro, em um estabelecimento da cadeia americana de fast-food, Kentacky Fried Chicken(KFC).
"Os adultos não gostamos deste tipo de comida, não entendo por quê os meninos podem gostar tanto dela", se queixava Liu, enquanto seu filho assegurava preferir a comida ocidental ao "bolo da Lua" que costumam comer durante a Festa da Lua.
Consumir patatas fritas ou bebidas refrescantes ocidentais enquanto se passea pelas ruas tem se transformado em um estilo de vida de moda entre os jovens chineses, o que põe de releve o grande acolhimento que hão tido este tipo de empresas estrangeiras neste país.
Os jovens urbanos chineses se tem habituado a um escenário repleto de cadeias internacionais que não dista demasiado do que se poderia encontrar em uma cidade ocidental há mais de duas décadas.
Os restaurantes de fast-food se tem transformado em um lugar de encontro para os mais jovens, que costumam celebrar em eles festas, aniversários ou reuniões.
Segundo um estudo realizado entre alunos primários e secundários da capital chinesa, 80 por cento afirmaram ser aficionados à comida rápida ocidental.
Além disso, uns 43,6 por cento dos consultados asseguraram ir a este tipo de estabelecimento uma vez ao mês, e uns 6,1 por cento afirmaram fazê-lo uma ou mais vezes por semana.
Desde sua entrada na capital chinesa, em 1987, KFC tem proliferado por todo o país, e só em Shanghai (leste) conta com 158 tendas.
Seu rival, o também dos Estados Unidos, McDonald's, decidiu modificar seu lema depois de 50 anos pelo mais atual "I'm loving it!" para atrar as gerações jovens com valores mais modernos.
E Yoshinoya, a corporação japonesa de fast-food, planeja abrir mais 300 restaurantes na China durante os próximos cinco anos, segundo declarou o sub-gerente geral da empresa em Beijing, Fang Guixin.
Apesar das críticas existentes sobre as escassas qualidades nutritivas dos produtos alimentícios que podem encontrar-se nesses estabelecimentos, a comida rápida segue desenvolvendo-se no país.
Em palavras do professor do Instituto de Administração de Comércio de Beijing Wang Chengrong, o fenômeno de fast-food ocidental reflexa as mudanças sociais derivadas pela política de abertura ao mundo exterior adotada pelo governo chinês em 1978, que tem permitido a entrada das empresas estrangeiras no vasto mercado do país.
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