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(GMT+08:00) 2005-08-02 11:24:00    
Cultura tradicional do Tibete entra no mercado

cri

Os tibetanos possuem culturas diversificadas como a gastronomia, medicamentos, literatura, pinturas e trajes com fortes toques regionais. Mas, qual é a atual situação das suas culturas tradicionais tibetanas com a expansão da urbanização? No programa de hoje, vamos conhecê-la no Tibete.

Na sala de aula da Escola Secundária do distrito de Nyingchi, no Leste do Tibete, 37 alunos estão confeccionando Kongpo---o traje tibetano.

O Kongpo de Nyingchi é a mais famosa das vestimentas locais e tem cerca de 700 anos de história. Ele não tem colar nem mangas. As duas partes do traje são atadas através de um cinto. Com as belas decorações nos colarinhos e cintos, o Kongpo é parecido com aqueles usados por Robin Hood na antiga Escócia. É muito apropriado nas regiões montanhosas e nas florestas. A vice-reitora da Escola Secundária do distrito de Ningchi, Wan Rong falou da iniciativa da turma:

"Hoje em dia, poucas pessoas sabem costurar o Kongpo. Convidamos um professor para transmitir a técnica. Devido à fama do professor, a turma conta com o apoio de seus pais. Assim, as aulas são um sucesso".

O professor se chama Ngodrup e possui cerca de 60 anos. Começou a estudar costura de Kongpo aos 13 anos. Agora, sua loja de confecções é muito famosa entre os habitantes locais. Há um ano, ele foi recrutado como professor na Escola Secundária de Nyingchi. Diariamente ele ministra suas aulas para alunos de cada ano. Por sua vez, a Escola envia um professor para registrar o conteúdo das mesmas, a fim de compilar a técnicas. Ngodrup falou à reportagem:

"Estava muito preocupado com a possível extinção dessa cultura tibetana. Agora, sinto-me contente, pois posso ensinar a técnica aos meus alunos. Espero que um número crescente de pessoas saiba confeccionar o Kongpo com seu próprio estilo."

No inicio, a turma de costura enfrentava a carência de dinheiro. Ao ser informado da dificuldade, o vice-diretor do Departamento de Educação do distrito de Nyingchi, Yelin destinou uma verba específica para a Escola.

"O Kongpo tem um bom mercado e muita potencialidade. Se não resgatar tal técnica e transmiti-la agora, se extinguirá."

Ye Lin considerou que como os residentes locais gostam de vestir o traje, a turma ajudará a transmitir suas técnicas.

Na Rua Octangular de Lhasa, que concentra a venda de souvenires regionais, existe uma loja de venda de Tangka (pintura tibetana) que se chama Pargor. O dono desta loja, o pintor tibetano, Tseten Namgyal nos afirmou:

"Ganho bem. Aproveito o dinheiro para ajudar os outros. Os visitantes podem conhecer melhor o tangka na minha loja."

Diferente das outras lojas de venda de tangka na Rua Octangular, a de Tseten Namgyal admite discípulos. Tinha seis alunos norte-americanos e japoneses e incalculáveis chineses. Tseten Namgyal disse que qualquer pessoa que se interessar em aprender a confeccionar o tangka pode estudar gratuitamente com ele, independentemente das nacionalidades, idade ou sexo.

Segundo Tseten Namgyal, pode ganhar 300 mil yuans por ano. Com esse dinheiro, pode oferecer o ensino gratuito aos interessados.

O vice-presidente do governo da Região Autônoma do Tibete, Nyima Tsering achou que a cultura tradicional tibetana está bem preservada por existir no cotidiano da população.