O governo chinês promulgou recentemente uma política com o tema de promover ainda mais o desenvolvimento econômico da propriedade não pública rumo aos setores energético, telecomunicações, ferroviário, aviação civil, petrolífero e financeiro. Enquanto isso, a política estimula a economia de propriedade não pública participar dos investimentos, construção e funcionamento da infra-estrutura. Para especialistas, a promulgação da política proporcionou novas chances para o desenvolvimento econômico da propriedade não pública.
O famoso economista chinês, Cheng Siwei, considera que a política visa reduzir horizonte para entrada no mercado econômico da propriedade não pública, além de propor várias medidas de estímulo para o seu desenvolvimento. Ele afirmou:
"Antigamente, tínhamos muitos limites e discriminações em relação à economia de propriedade não pública. A maior vantagem é a entrada no mercado com condições iguais e justas".
O desenvolvimento econômico da propriedade não pública na China foi iniciado no final da década de 70 do século passado. Com o desenvolvimento nos últimos vinte anos, a economia deste tipo já se tornou um importante componente da economia do mercado chinês. Segundo os dados estatísticos, atualmente, o país conta com cerca de 4 milhões de empresas privadas, com o capital registrado de mais de 4 trilhões de yuans. Além disso, a economia da propriedade não pública ocupou um terço do Produto Interno Bruto chinês, aumentando para 33%.
Nos últimos dez anos, a China apresentou uma série de políticas e princípios com a finalidade de impulsionar o desenvolvimento da economia da propriedade não pública, além de determinar o melhoramento do sistema legislativo para proteger os bens privados na revisão da Constituição. Tudo isso aperfeiçoou o ambiente externo do desenvolvimento da economia deste tipo cada dia mais.
O economista Cheng Siwei considera que o desenvolvimento da economia deste tipo desempenha o papel de incrementar a vitalidade do mercado chinês, prosperar a economia urbana e rural, aumentar as receitas financeiras e ampliar empregos sociais.
"Acho que o mais importante papel da economia da propriedade não pública é elevar a vitalidade tanto do desenvolvimento econômico do país quanto da economia do mercado. Devido à existência das empresas não públicas, a economia deste tipo consegue concretizar a disposição de recursos do mercado, promover a concorrência e aumentar as vantagens para o desenvolvimento da economia nacional e consumidores".
Porém, a economia da propriedade não pública enfrenta algumas dificuldades e questões. Para especialistas, as políticas de estímulo ao setor adotada pelo governo chinês proporcionarão um bom ambiente político para resolver tais questões. Por exemplo, a política permite às empresas não públicas entrarem no setor financeiro, o que relaxará as dificuldades financeiras existentes das empresas privadas. O presidente da Associação de Indústria e Comércio da China, Huang Mengfu, avaliou isso:
"Na minha opinião, os conteúdos incluídos nas novas políticas sobre o apoio financeiro para o desenvolvimento das pequenas e médias empresas privadas são completos. Em primeiro lugar, permite-se ao capital privado entrar no setor financeiro. Por outro lado, aumenta-se o apoio financeiro às pequenas e médias empresas privadas. Além disso, segundo a política, os bancos regionais, médios e pequenos em alguns lugares criaram departamentos de empréstimos para as pequenas e médias, o que beneficiará a expansão da economia privada".
A China acelerará a criação do fundo do desenvolvimento das empresas médias e pequenas, a fim de elevar a proporção de empréstimo a empresas da propriedade não pública. Enquanto isso, o país facilitará os setores financeiro e fiscal para essas empresas.
Tais medidas e políticas devem estimular o desenvolvimento econômico da propriedade não pública e foram elogiadas pelo segmento. O Grupo Xin Ao, considerado como uma das maiores empresas privadas no ramo de combustíveis, foi fundado há mais de dez anos. A empresa conta com mais de 5 bilhões de yuans de capital, além de oito mil empregados. Ao ser entrevistado pela nossa reportagem, o presidente do grupo, Wang Yusuo, assinalou que o relaxamento das políticas do país faz com que as empresas de propriedade não pública tenham mais oportunidades de investimento:
"Esta política atende claramente às exigências do desenvolvimento das empresas privadas em diferentes fases, bem como as supervisões do governo. A promulgação da política desempenha um positivo papel na ampliação da produção e de seus investimentos."
Após a promulgação desta política, os departamentos governamentais e os governos locais elaborarão uma série de medidas concernentes. Para especialistas, tudo isso beneficiará o desenvolvimento rápido e contínuo da economia da propriedade não pública da China.
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