As três províncias chinesas do Hunan, Jiangxi e Qinghai anunciaram, dia 16, isentar os impostos agrícolas. Até o momento, entre as 31 províncias, regiões autônomas e municípios no continente chinês, 22 províncias já isentaram os impostos agrícolas.
No Ano Novo de 2005, os governos provinciais de Guangdong, Jiangsu, Henan, Zhejiang, Sichuan, Shanxi, Hainan, entre outros, anunciaram isentar inteiramente, a partir deste ano, os impostos agrícolas, oferecendo um presente de Ano Novo para os camponeses.
O vice-ministro de Finança chinês, Lou Jiwei, afirmou, num fórum econômico realizado recentemente em Beijing, que o governo chinês concretizará antecipadamente o plano de cancelar todos os impostos agrícolas.
A fim de estimular o cultivo e aliviar a carga dos camponeses, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, anunciou, em março do ano passado, que o País vai isentar, passo a passo, os impostos agrícolas dentro de 5 anos.
Segundo estatísticas, através da isenção de impostos agrícolas e a redução de taxas, foram reduzidos, no ano passado, 28 bilhões de yuans referentes aos impostos agrícolas. Antes das reformas deste setor, o país cobrava anualmente cerca de 60 bilhões de yuans com os impostos agrícolas.
Os impostos agrícolas são a principal fonte das receitas financeiras do país . No início da fundação da Nova China, as receitas fiscais pagas por camponeses suportaram a acumulação inicial da industrialização chinesa. Nos últimos anos, com o rápido desenvolvimento da indústria e dos serviços, as receitas fiscais diminuíram gradualmente sua ocupação nas finanças chinesas. Sua taxa sofreu a redução de 41% em 1950 para níveis abaixo de 1% em 2004.
O economista do Escritório de Representação do Banco de Desenvolvimento da Ásia na China, Tang Min, assinalou que a China vem acelerando o processo de redução de impostos agrícolas, o que beneficia a aliviação da carga dos camponeses, o crescimento estável e contínuo de receitas camponesas, a promoção de consumo interno, além de impulsionar o desenvolvimento sustentável e coordenado sócio-econômico.
Segundo dados estatísticos, devido à redução e isenção de impostos agrícolas e aumento do preço de cereais, a receita bruta dos camponeses chineses per capital no ano passado ultrapassou 6%. O número é o mais alto desde o ano de 1997.
O governador da província de Qinghai, oeste da China, Song Qiuyan, anunciou dia 16 que a província continuará aumentando os investimentos nos setores de agricultura e pecuária, a fim de garantir o aumento de sua produção, receitas e desenvolvimento sócio-econômico.
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