A China é um país com maior número de patentes registradas no mundo. Porém, ainda não é uma potência em termos de inovações tecnológicas. Qual a razão deste fenômeno?
Ouça agora uma reportagem de Lei Weiwei, da Agência de Notícias Xinhua.
O número de solicitações dw registro de patentes na China ultrapassou o número de solicitações na arena internacional no ano passado. Em 2004, a China registrou 2 milhões de solicitações, alcançando o primeiro lugar mundial em quantidade. Porém, para os especialistas, a China não é pais de inovações.
O vice-professor da Universidade de Beijing, Zhang Ping, considera que para avaliar a potencialidade das inovações, precisamos observar a quantidade de patentes eficientes. Mesmo as patentes de elevado nível tecnológico que requerem muitos suportes não poderão desempenhar seu papel. Das 2,24 milhões de patentes registradas, apenas 1,23 milhão estão autorizadas. Destas, apenas 65 mil foram registradas na China.
Muitos especialistas lembram que apenas 190 patentes foram autorizadas desde 1985. Destas, apenas 110 sobreviveram e apenas 10 alcançaram o mercado.
Conforme Zhang, mais de cem empresas estrangeiras mantém institutos de pesquisa em Beijing. Mas, mesmo empregando chineses em seus quadros, a patente continua pertencendo a elas.
Segundo outras fontes, pouco mais de mil empresas estão inscritas na Administração Nacional de Patentes na China, muito pouco quando comparada aos milhões de empreendimentos existentes em todo o território nacional ou às 260 mil empresas do nível nacional.
Para especialistas, as principais tecnologias empregadas em muitos produtos voltados para as exportações são patenteadas por estrangeiros. Há casos de falta de informações. Por exemplo, uma instituição investiu 25 milhões de yuans e 4 anos de esforços na pesquisa de uma nova tecnologia. Porém, quando requereu a patente, soube que a mesma estava registrada por outros países.
A China investiu 11 bilhões de yuans num projeto que publicou mais de 50 mil ensaios, mas resultou apenas em 1600 patentes. Porém, apenas em 2002, a empresa japonesa Panasonic registrou 1.821 patentes.
Além disso, outro motivo que a China tem que resolver consiste na aplicação das patentes.
Segundo dados, tanto o número de solicitações quanto o número de concessões de patentes aumentam, anualmente, a um ritmo de 30% na China. Sua eficiência, no entanto, não é grande. Dentro das 800 mil patentes, nem metade conseguiu alcançar a linha de produtividade. Esse resultado foi alcançado para fins científicos e não com transformação econômica. Entre as patentes já registradas, 60% são individuais, enquanto 30% pertencem à empresas. Por um lado, o fato demonstra que todos têm entusiasmo na solicitação de patentes. Por outro, torna-se uma grande preocupação que as mesmas não se convertam em fins econômicos.
Segundo o almanaque mundial de 2002, a China ocupava o 32 lugar entre 49 países do mundo em relação à sua força de inovação, sendo por isso, um limitado país neste aspecto. Para ser uma potência na área de inovações, a China tem ainda um longo caminho pela frente.
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