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(GMT+08:00) 2004-11-08 15:12:34    
Segredos subterrâneos (6)

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O budismo introduziu-se na Chna durante o reino Han do Leste, isto é, no século I. Entretanto, esta religião de fora atingiu o auge do desenvolvimento na dinastia Tang. Naquele tempo, o povo considerava o Buda como o sustento espiritual. Até os imperadores rezavam o Buda pela estabilidade social e prosperidade nacional. Com o apoio do imperador, o monge Xuan Zang percorreu a pé em peregrinação milhares de quilômetros para localizar as sutras budistas. Tendo desafiado toda espécie de aventuras em 15 anos, Xuan Zang acabou trazendo da Índia grande número de sutras budistas. Quando o budismo caía em decadência na Índia, começou a enraizar-se na China. O budismo tornou mais ricos poemas, música, pinturas, esculturas, arquitetura, romances da China e até a língua chinesa.

Na dinastia Tang, circulava-se um mito, segundo o qual o pagode Famen abria-se em cada 30 anos para que os budistas pudessem render homenagem à falange de Sakyamuni e assim o país podia viver em paz e o povo levava uma vida cômoda. No ano 632, Li Shimin, o segundo imperador Tang e o imperador mais destacado na história chinesa, ordenou para abrir o palácio subterrâneo a fim de render homenagem à falange do Buda. Esta atividade inaugurou as cerimônias semelhantes na dinastia Tang. E assim o Templo Famen tornou-se um dos maiores e mais importantes templos da China. Segundo os registros históricos, o Templo Famen tinha 24 pátios e milhares de monges realizavam aqui atividades religiosas.

Entre os objetos desenterrados no palácio subterrâneo encontravam-se roupas, utesílios e os cabelos de vários imperadores Tang, inclusive da imperatriz Wu Zetian. Os objetos com inscrições como "Manufaturados para o imperador" eram verdadeiras provas históricas das prestações imperiais em homenagens ao Buda.

Nos mais de 300 anos da dinastia Tang, seis imperadores presidiram cerimônias de homenagem à falange do Buda. Sempre que se abriu o palácio subterrâneo, os budistas ficaram frenéticos. Tanto os imperadores como os budistas comuns ofereceram objetos valiosos, luxuosos e inapreciáveis, esperando boa sorte.

Entretanto, o décimo-quinto imperador Tang Wuzong detestava o budismo. Logo que subiu ao trono, promulgou uma lei para impedir o desenvolvimento o budismo e pretendia esmagar os Sariras.

Os quatro Sariras descobertos no palácio subterrâneo confirmaram esta afirmação. Um é o osso do Buda e os outros três são de jade. Estes servem para proteger o real, conhecidos como as sombras do Sariras real. Diz-se que o Sariras real lembra a lua e as imitações são seu reflexão na água.

A campanha para exterminar o budismo parou devido à mudança do poder imperial. O Império Tang passou do período de prosperidade para a decadência. No ano 873, o décimo-sétimo imperador da dinastia Xi Zong foi o último imperador a transferir os Sariras do pagode Famen para a corte a fim de salvar a dinastia da crise que se encontrava. Porém, durante a cerimônia do culto, o imperador morreu. Seu sucessor, o imperador Tang Xizong, de 12 anos e com o nome familiar Wu Ge, devolveu os Sariras ao Templo.

Num dia de 874, as pessoas atiraram moedas para o palácio subterrãneo. E a última porta de pedra fechou-se, pondo fim ao culto ao osso do Buda que durou 242 anos. Os Sariras foram enterrados para sempre junto com os tesouros rendidos ao Buda. Eles permaneceram inactos até que o palácio subterrâneo foi encontrado por arqueólogos 1.113 anos depois.