"Nos próximos 10 ou 20 anos, com a elevação do Produto Interno Bruto (PIB) per capita para a faixa entre mil e três mil dólares, a economia chinesa entrará num período de transformação. Neste processo, a capacidade de inovação será um fator decisivo. Por exemplo, no Leste da China, onde o PIB per capita supera a casa de quatro mil dólares, o desenvolvimento econômico será movido não apenas pelos investimentos, mas sim pela capacidade de inovação". A afirmação é de por Sun Haiying, especialista na estratégia adotado pelo país sobre o progresso científico e tecnológico em médio e longo prazo. Ele explicou que durante as últimas duas décadas, desde a adoção da política de Reforma e Abertura, o progresso econômico da China se deve, sobretudo, ao rápido crescimento da economia nos deltas do Rio Yangtze e das Pérolas, bem como na região que abrange Beijing, Tianjin e Hebei.
"Nos futuros 15 a 20 anos, o desenvolvimento cientifico da China tem como prioridade o aumento da capacidade de inovação e de competitividade das empresas. Isso será feito em diferentes regiões, integrando os recursos locais".
Para o professor Sun, as principais cidades terão um papel cada vez mais decisivo no progresso científico e tecnológico, tornando-se os centros de inovação tecnológica e de produção avançada e na alavanca do desenvolvimento econômico regional.
Para conseguir um desenvolvimento equilibrado, ou seja, para as regiões mais desenvolvidas manterem seu crescimento e competitividade e para as zonas menos favorecidas darem um salto em seu progresso, deve-se efetuar uma configuração racional das indústrias e das forças produtivas, a fim de tirar o maior aproveito das respectivas vantagens. Somente assim, em sua opinião, a estrutura econômica e a distribuição dos recursos serão melhoradas e otimizadas.
O especialista ainda salie ntou ainda que as pequenas e médias empresas devem se mostrar mais ativas em termos de inovação de produtos, serviços, tecnologia e administração. Estas iniciativas necessitam de menos investimentos, mas produzem maior eficiência, melhores resultados e absorvem maior quantidade de mão-de-obra.
"As multinacionais e as grandes empresas conseguem conviver em harmonia com as pequenas e médias empresas. Nos EUA, Alemanha, Japão, além de incentivar a expansão das multinacionais, há leis e entidades específicas para estimular as pequenas e médias e alavancar as economias locais".
O pesquisador Sun Haiying revelou ainda a prioridade de algumas regiões da China. "No Leste, será priorizada a indústria de alta e nova tecnologia, buscando uma harmonia entre o progresso econômico e a proteção ecológica. Na região de Beijing, Tianjin e Hebei, serão concentradas, sobretudo, as empresas de serviço, software, telecomunicações, biotecnologia, novo materiais, entre outras. Já as cidades que beiram o Rio Yangtze se tornarão num importante centro de pesquisa básica e aplicada para o País, com destaque para as indústrias de circuito integrado, software, biotecnologia, nanotecnologia e farmacêutica".
Quanto ao Delta do Rio das Pérolas, com a integração com as cidades de Hong Kong e Macau e graças à implementação do CEPA, a região será pioneira na industrialização das novas e altas tecnologias da China.
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