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(GMT+08:00) 2004-09-24 10:25:27    
Cem ministros visitaram o Tibet

cri

Quais seriam as mudanças do sistema de transportes do Tibet? Este era o comentário que cercava os tibetanos durante a visita realizada no dia 7 de setembro pelo ministro dos Transportes da China, Zhang Chunxian, à Lhasa, capital da Região Autônoma do Tibet. A visita de altos escalões do governo central ao Tibet sempre é alvo de comentários e de muito entusiasmo por parte dos habitantes locais.

Desde 1994, cerca de cem responsáveis por dezenas de departamentos do governo central ou dos partidos democráticos chineses visitaram o Tibet. A Região Autônoma do Tibet da China situa-se no planalto Qinghai-Tibet, conhecido como teto do mundo.

A superfície total do Tibet possui 1,2 milhões de quilômetros quadrados e concentra 2,7 milhões de pessoas, representando 12,5% do território chinês e 0,21% da população nacional. Devido às péssimas condições naturais como o rigoroso inverno, o ar rarefeito, as questões sociais legadas pela história, o frágil meio ambiente, a fraca infra-estrutura e o atraso científico, tecnológico e cultural, o Tibet continua sendo uma das regiões menos desenvolvidas da China.

Apoiar o Tibet é uma estratégia do Comitê Central do Partido Comunista da China (CCPCCh). Com base nas experiências de apoio de quadros dirigentes do governo central ao Tibet, a terceira reunião sobre o apoio ao Tibet organizada em 1994 pelo CCPCCh tomou a decisão de apoiar e efetuar a troca periódica dos quadros responsáveis pelos trabalhos de ajuda à Região. Atualmente 73 distritos do Tibet encontram-se na rede de apoio setorial pelo governo central. Segundo os dados, nos últimos 10 anos, mais de 150 quadros dirigentes de nível ministerial do governo central trabalharam no Tibet, a fim de ajudar na solução dos problemas de desenvolvimento econômico. Ao mesmo tempo, mais de 300 dirigentes provinciais e ministeriais visitaram ou trabalharam no Tibet.

A construção da Ferrovia Qinghai-Tibet é o maior projeto de ajuda à Região efetuado nos últimos 50 anos, desde a libertação pacifica do Tibet. Até agora, o vice-ministro de Estradas de Ferro da China, Sun Yongfu, visitou em 22 ocasiões os canteiros de obra. Em julho deste ano, ele visitou mais uma vez o Tibet, a fim de discutir junto com governadores locais sobre o desenvolvimento econômico depois da entrada em operação da ferrovia Qinghai-Tibet.

No velho Tibet, não havia escolas e o índice de alfabetização das crianças não chegava a 2%. Os jovens analfabetos representavam 95% da população local. No Dia 22 de julho de 2002, o vice-ministro da Educação, Zhao Qinping, visitou o Tibet. O Ministério da Educação adotou, em 27 de agosto deste ano, novas medidas de apoio ao setor educacional da Região, decidindo criar as bases para oito cursos superiores.

Além disto, 16 escolas superiores prestarão apoio às três universidades tibetanas. Entre 2003 e 2007, as escolas superiores da China organizarão cursos para 1.980 funcionários tibetanos, 1.550 universitários e 430 mestrandos tibetanos. Atualmente, cerca de 453 mil tibetanos freqüentam as escolas, representando um sexto da população local. Em 2002, a Comissão Nacional da Economia e Comércio da China organizou uma palestra sobre ajuda aos setores econômicos e comerciais do Tibet, onde foram assinados contratos de cooperação com um valor total de 500 milhões de yuans. Mais de 30 empresas de outros lugares do país decidiram realizar cooperações com empresas tibetanas.

Em 2003, empresários estrangeiros e chineses criaram mais de 1.960 empresas no Tibet, com um investimento total de 4,6 bilhões de yuans. Atualmente, o PIB per capita do Tibet chegou a 6.874 yuans, ficando em quarto lugar no Oeste do país.

Desde 1994, o governo central enviou 2.081 quadros para trabalhar no Tibet e está executando 3.100 projetos de ajuda, com um investimento total de 6,16 bilhões de yuans. Após vários anos de construção, a extensão total de rodovias no Tibet chegou a 40 mil quilômetros, enquanto as obras da ferrovia Qinghai-Tibet seguem a todo o vapor, formando assim um moderno sistema de transporte ferroviário, rodoviário e aéreo no Tibet.