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(GMT+08:00) 2004-09-07 09:00:49    
Bolos e mel

cri

Em tempos remotos, certo monge sentiu, um dia, uma vontade enorme de comer uns bolos de farinha cozidos ao vapor, que muito lhe agradavam. Saiu do templo, e vai de preparar duas ou três denezas. Como lhe faltasse com que lhes dar sabor, comprou um pote de mel e foi fachar-se nos seus aposentos, sozinho, para comer em paz. Quando satisfeito, colocou os que restavam na sua tigela e pegou no pote de mel e escondeu-o debaixo da cama. Chamou depois um dos noviços e disse-lhe que cuidasse em que não desaparecesse nenhum dos seus bolos da tigela, advertindo ainda: "E cuidado com o pote que está debaixo da cama. É um veneno muito perigoso ... Basta uma gota para matar uma pessoa!" O noviço, no entanto, que não ia em patranhas, mal o velho mestre saiu, pegou no pote e nos bolos, e começou a comer até fartando! Quando deu por si, restavam-lhe apenas dois bolos na tigela! ...

Assim que o velho monge regressou, a primeira coisa que fez foi ir ver se os bolos estavam onde os deixara, e o mesmo quanto ao mel! Mas, para surpresa e ira sua, restavam apenas dois bolos e o pote do mel ... estava vazio que nem o tivesse lambido um gato! Numa fúria, pediu ao noviço explicações do que se passara.

Este, fingindo medo, explicou: "Quando o mestre saiu, eu fiquei a olhar para os bolos sem tirar olho deles, pois não queria que desaparecessem; mas quanto mais olhava, mais lhes sentia o cheirinho, e mais vontade tinha de comer um ... Por fim não me consegui conter, e comi mesmo um! Depois de comer o primeiro, os outros parecia que cheiravam ainda melhor, e um após outro ... Só ficaram dois! ... Quando percebi o que tinha feito, vi logo que o mestre ia ficar muito zangado, por isso resolvi que o melhor era morrer, e peguei no pote do veneno e bebi-o todo! Não percebo porquê mas não me fez nada ..."

Já mais calmo, retorquiu o velho mestre, "mas como conseguiste tu comer tanto bolo é que eu não percebo?!"

O noviço estendeu a mão, pegou nos outros dois que restavam, e num ápice, em duas abocanhadelas e três trincadelas, engoliu-os, e acrescentou logo a seguir: "Foi assim que os comi!"

O mestre então é que perdeu a paciência por completo! Saltou da cama, e que se lhe punha as mãos em cima o ensinava, e que para desavergonhado não lhe faltava nada! ... O pequeno monge, esquivando-se às investidas do mestre, quando se apanhou perto da porta, fez uma vênia, pediu desculpas, e sem esperar mais, pernas para que vos quero, melhor é que me ponha a salvo!