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(GMT+08:00) 2004-08-24 12:48:08    
Pinturas murais nas tumbas(1)

cri
O Passo Jiayu é a extremidade oeste da Grande Muralha da China, situada no planalto do noroeste da província de Gangsu. Ali existem mais de mil tumbas antigas. De 1972 a 1979, descobriram-se mais uma dezena de tumbas das dinastias Wei do Jin (300-500), com mais de setecentas pinturas murais e azulejos pintados de rara beleza e bem trabalhados. Estas facilitam-nos o estudo da história da China e proporcionam-nos material importante nomeadamente para o estudo da política, economia, cultura, situação militar e relações das classes e nacionalidades deste período. Têm também um alto valor histórico para conhecer as relações originais das pinturas murais de Dunhuang e arte das pinturas da zona do noroeste do país.

As tumbas já descobertas são grandes. Cada uma delas pertencia a uma só família. Em redor das tumbas construíram-se muros de planta quadrada onde podem ser apreciados as pinturas murais e ladrilhos pintados.

Cada tumba tem um túnel com vinte a trinta metros de comprimento e dois metros de largura e o chão foi construído com ladrilhos pintados. Frente à porta da tumba há uma parede-biombo com figuras bonitas e de cores exuberantes. A porta redonda da tumba tem uma altura de mais de um metro e menos de um metro de largura.

A arquitetura das tumbas compreende geralmente um túnel, sala de entrada, salas laterais, sala principal, sala traseira e túnel traseiro. A tumba é construída abrindo-se buracos ao longo do túnel e as salas das urnas são construídas de tijolos. A sua estrutura é científica e extremamente sólida, não se deformando. Algumas têm mais de mil anos e apresentam-se segundo o seu desenho original. O chão das salas era pavimentado com ladrilhos pintados ou azulejos de barro.

Os azulejos pintados estão localizados nas paredes das salas de entrada e principal. Em algumas salas da tumba, também se colocavam azulejos pintados na parede traseira, com dois, três ou quatro filas horizontais de azulejos diferentes. A maioria é de um motivo por azulejos, existindo também alguns painéis de azulejos. Esta arte maravilhosa, com várias cores nos trouxeram testemunhos da vida do povo e realidade de então, é uma herança preciosa que nossos antepassados nos deixaram.

Não se encontraram materiais escritos nas tumbas descobertas, mas sabemos que as pessoas ali enterradas eram ricos da classe superior, pelos pertences enterrados e estrutura da construção das tumbas. Nos fins da dinastia Han do Leste (25-220) até às dinastias do Sul e Norte (420-589), devido ao desenvolvimento econômico e social, os proprietários e senhores das terras detinham o poder. Para protegerem os seus próprios interesses, possuiam igualmente pequenos exércitos privados. Os pátios das suas casas eram defendidos por altos muros e eles viviam em edifícios com vários andares. A maioria dos azulejos pintados reflectiam esta realidade e a vida da classe dominante. Mas outros azulejos demonstraram a vida doméstica e o trabalho pesado dos trabalhadores. Os ricos bebiam e comiam, nos seus belos palácios, e, os serventes, ajoelhados frente a eles, serviam-lhes pratos de requintadas iguarias.