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(GMT+08:00) 2004-07-16 09:04:45    
China enfrenta grave situação na profilaxia de Aids

cri

Como todos sabem, a 15ª Conferência Internacional da Aids foi inaugurada dia 11 à noite, em Bangcoc, capital da Tailândia, com a participação de cerca de 20 mil representantes governamentais, cientistas, médicos e sociólogos, procedentes de mais de 160 países e regiões do mundo, no total de mais de 20 mil pessoas.

É um grandioso evento para este fim. Além disso, na ocasião, o secretário geral das Nações Unidas, Kofi Annan fez um discurso, dizendo que na luta contra a Aids, a humanidade tem que fortalecer funções múltiplas como médica, educacional, social e familiar. Com isso, podemos sentir grande atenção internacional à Aids, grave epidemia que ameaça a vida da humanidade.

Antes de mais nada, deve-se saber o relatório de 2004 sobre a Aids do globo, recém-publicado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas para a Aids, segundo o qual, em todo o globo, há atualmentre mais de 380 milhões de infectados e pacientes da Aids. Só no ano passado, em todo o globo, mais 3 milhões de pessoas morreram da Aids.

Por isso, a conferência emite a advertência mais grave: O vírus está proliferando rapidamente. Segundo dados, no mundo de hoje, diariamente são registrados cerca de 14 mil novos casos da Aids, mais de metade dos quais são jovens. Até fins de 2003, havia em todo o globo 40 milhões de aidéticos, dos quais 95% são dos países de baixo rendimento e mais de 20 milhões de aidéticos já morreram. Só em 2003, morreram 3 milhões.

É um grave desafio que toda a humanidade deve enfrentar. Aparentemente, tal problema não é tão grave na China como em outros países do mundo. Vejamos o exemplo: Com a ajuda técnica dos órgãos das Nações Unidas, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ministério da Saúde da China informou que, segundo uma pesquisa realizada no ano passado, há 840 mil infectados pelo HIV na China e 80 mil pessoas que manifestaram a doença na China, especialmente nas áreas rurais.

Dia 12 deste mês, na 15ª Conferência Mundial da Aids, que se realiza em Bangcoc, o vice-ministro chinês da Saúde, Wang Longde afirmou que com o alto índice de incidência e mortalidade causada pela Aids em certas regiões e comunidades chinesas, foi revelada sua grave nocividade.

Para conhecer o alastramento desta epidemia, é necessário conhecer a origem deste mal na China. Em 1985, foi descoberto o primeiro caso de Aids na China: um estadunidense de origem argentina.

Então, naquele período a maioria dos chineses - inclusive os quadros médicos - imaginava que jamais chegaria à China. Passaram vintes anos e a Aids já se encontra num período de crescimento na China.

Mas, uma pesquisa preliminar realizada em 2003 pelo Ministério de Saúde Pública, com assistência técnica da Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre a Aids, revelou que na China, há atualmente cerca de 840 mil soropositivos, distribuídos em 31 províncias, municípios centrais e regiões autônomas de todo o país.

Neste grupo de pessoas, há mais de 80 mil casos de enfermos de Aids. A cifra total dos infectados coloca a China no segundo lugar da Ásia e em décimo quarto do mundo. Especialistas advertiram que em 2010, a China terá 10 milhões de infectados, se não adotar medidas eficazes para conter seu alastramento.

É uma cifra horrível! De acordo com recentes dados da Associação de Prevenção de Enfermidades Venéreas e Aids da China, a maioria dos infectados por Aids se constitui de jovens, mais de metade dos quais, entre 20 e 29 anos de idade.

Estima-se que o maior meio de propagação é a adição às drogas através da injecção, chegando a 68%. A infecção por manejo do sangue contaminado ocupa 9,7%; a por transfusão de sangue, 1,5%; a por relação sexual, 7,2%; a por amamentação, 0,2% e os demais, 1,5%.

Ao mesmo tempo, percebe-se uma tendência gradualmente ascendente na porcentagem de infecções por contactos sexuais e amamentação. Alguns especialistas calculam que em 2010, os seropositivos chineses ultrapassarão a meta de dez milhões, se não se tomarem medidas eficazes.

Talvez por desconhecimento da doença, os chineses relacionam Aids com as enfermidades venéreas e quando se menciona a pandemia, sempre pensam em más condutas sexuais. A falta de conhecimentos sobre a Aids provocou um pavor geral sobre o mal na sociedade, o que faz com que os infectados sintam uma pressão psicológica tão devastadora como a própria enfermidade.

O primeiro-ministro chinês Wen Jiabao advertiu em seu artigo que a China se encontra no momento chave para a prevenção e controle da enfermidade, pois em algumas zonas sua propagação alcança tanto os grupos de alto risco quanto as pessoas comuns. E assinalou que os efeitos de tal propagação sobre o desenvolvimento sócio-econômico de algumas áreas já começaram a aparecer.