O Chefe do Executivo, Edmund Ho, recebeu, hoje (8 de Julho), em audiência a delegação de jornalistas de Hong Kong e Macau que está a visitar todas as províncias/regiões que integram o "9+2".
Edmund Ho salientou que Macau vai cooperar, de forma activa, no desenvolvimento do Grande Delta do Rio das Pérolas, com o objectivo de se atingir a complementaridade das condições privilegiadas e prosperidade do Grande Delta.
Quando questionado, Edmund Ho disse que a cooperação entre o Grande Delta, corresponde à tendência de desenvolvimento económico da região da Ásia Pacífico, como a nível mundial. Acrescentou que, com o apoio do governo central, as províncias/regiões integradas vão conseguir encontrar as estratégias para a cooperação, no sentido de serem obtidos benefícios mútuos.
Adiantou que o desenvolvimento do Delta do Rio das Pérolas até ao projecto do "9+2", corresponde às Linhas de Acção Governativa de Macau, e por isso, Macau vai tomar uma atitude positiva e pragmática para ir de encontro ao desenvolvimento regional.
Confessou também que esta cooperação não terá resultados óbvios, a curto prazo, mas está optimista, pois acredita que as províncias/regiões, com diferentes condições priveligiadas e insuficiências, vão conseguir encontrar formas de cooperação para o futuro.
Edmund Ho afirmou que Macau pode contribuir para esta cooperação através das relações com os países lusófonos e dos empresários chineses espalhados pelo mundo.
Considerou que, para além da economia, a cooperação pode ainda abranger os domínios da educação, cultura e tecnologia, por exemplo cooperar, a curto prazo, na área da ecologia e da protecção ambiental, a qual irá beneficiar a geração a seguir aos nossos filhos. Acrescentou que a cooperação na área do turismo vai ser diversificada, devido ao melhoramento das condições das redes rodoviárias e meios de transporte, como também ao aumento de movimento de pessoas em toda a região.
Chefe do Executivo sublinhou não haver necessidade de Macau criar um departamento específico para os assuntos relacionados com o desenvolvimento do Grande Delta. Considera, no entanto, ser preciso que os funcionários públicos tenham um conhecimento mais aprofundado sobre o desenvolvimento regional, e as funções de Macau como plataforma de apoio à cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa; plataforma de serviços comerciais para a zona Oeste da Província de Guangdong; plataforma de apoio ao intercâmbio e cooperação com os empresários chineses dispersos no mundo.
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