O distrito de Poyang, na província oriental chinesa do Jiangxi, pretende captar investimentos para desenvolver o artesanato local de objetos barnizados com laca, com vários séculos de antigüidade e recuperar sua gloria e sua fama.
A laca, junto com a porcelana e a seda, consideram-se como os três representanes típicos do artesanato chinês.
Os trabalhos em laca de Poyang, que datam da dinastia Song do Sul (1127 a 1279), diferenciam-se dos outros que se pdoruzem nas províncias de Sichuan e Guizhou e a província de Fujian.
A elaboração de uma obra em laca às vezes dura vários anos inclusive várias décadas, o que dota aos objetos artesanais de um grande valor.
Em 1929, os objetos de laca de Poyang obtiveram o prêmio de ouro na Feira Internacional de Panamá, e foram altamente apreciados em toda a nação desde a fundação da República Popular da China em 1949.
O primeiro grupo de objetos de laca produzidos pela Fábrica de Lacas de Poyang em 1959 conseguiu uma grande reputação nacional. Desde a época, os objetos de laca de Poyang e as porcelanas elaboradas em Jingdezhen, denominada "capital da porcelana" na província do Jiangxi, foram os dois únicos representantes selecionados para a decoração do Grande Palácio do Povo, situado ao oeste da Praça Tian An Men na capital chinesa. Os técnicos procedentes de Poyang foram convidados a participar dos trabalhos de ornamentação do Salão de Jiangxi no Grande Palácio do Povo. Entre os objetos colocados no Salão, destaca-se um biombo de quatro metros de largura e dois metros de altura, que descreve o panorama da montanha Jinggang da província.
Desde a época, o artesanato da lada de Poyang se tornou famoso no mundo e seus objetos se exportaram a países da Europa Oriental e da América.
Sem embargo, um trágico incêndio na fábrica de lacas em 1995 frustrou as esperanças dos artesãos locais desenvolver a arte, já que se queimaram as quatro oficinas de três mil metros quadrados, assim como todas as instalações, instrumentos e materiais.
A fábrica, com uma produção anual de mais de dois milhões de yuans, cerca de US$241 mil dólares, se restou em ruínas.
Ding Jinbao, de 81 anos de idade, que se dedicou à arte há mais de 50 anos, decidiu a ajudar a recuperação do artesanato tradicional e desenvolvê-la de novo para o seu apogeu.
Mas, é difícil revigorizar os negócios do setor, já que a falta de capital da fábrica tem limitado sua produção pelo que esta é obrigada a cancelar muitos pedidos. Além disso, a escassez de trabalhadores também vem de impedir o desenvolvimento do artesanato.
Ding Jinbao e seus colegas conclamam ajudas da sociedade para preservar a arte popular e os esforços vêm de despertar a atenção do governo e da mídia locais.
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