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(GMT+08:00) 2004-05-21 10:02:53    
China luta contra pobreza

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Recentemente, a Comissão Promotora da Causa Glória da China celebrou o 10º aniversário da Causa Glória, programa nacional contra a pobreza, financiado por empresários privados.

Liu Yandong, presidente desta comissão e vice-presidente do Comitê Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPCh) falou à nossa reportagem nesta ocasião sobre os êxitos do programa contra a pobreza na última década.

No programa, os empresários privados participaram do processo de erradicação da pobreza nas zonas subdesenvolvidas, se esforçaram para recolocar desempregados de empresas estatais, empreender projetos chave de desenvolvimento, melhorar a estrutura agrícola, projetos ambientais, programas de caridade e promover o comércio exterior e intercâmbios, disse Liu.

Dia 22 de abril, em Shanghai, um alto funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU) comentou que o acelerado crescimento econômico da Região Ásia-Pacífico criou um "milagre asiático" que reduziu a pobreza e nos próximos 15 anos, a China poderá continuar o milagre na redução da pobreza.

No último informe da ONU sobre a atuação da China para concretizar a meta do milênio assinala que o país retirou cerca de 220 milhões de pessoas da linha da pobreza entre 1978 e 2000, reduzindo sua quantidade de pobres absolutos de 250 milhões para 30 milhões.

Kim Hak-su, secretário executivo da Comissão Econômica e Social da ONU para a Ásia e Pacífico afirmou numa reunião especial sobre a redução da pobreza da 60ª sessão desta comissão, recém-realizada em Shanghai, que cerca de 70% da população da Ásia vive na pobreza na China, Índia, Bangladesh, Paquistão e Indonésia. Dos cinco países, a China e a Índia conduziram bem o processo de redução da pobreza e a China, em particular, concretizou a meta do milênio, ao reduzir pela metade os pobres até 2015.

O funcionário do Escritório para a Redução da Pobreza da China, Wu Hong que participou da reunião afirmou que o êxito chinês promove a confiança da ONU. Ele disse que a ONU tem plena confiança em concretizar a meta do milênio para a redução da pobreza e o desempenho da China aumentará sua confiança.

Recentemente, o gerente geral do Banco Mundial e vice-presidente da Companhia Internacional Monetária, Michael Klein, disse à nossa reportagem que em nome do Banco Mundial, o Comitê Internacional Monetário apresentará as experiências chinesas na ajuda aos pobres aos representantes à Conferência Mundial de Combate a Pobreza, a ser realizada em maio, em Shanghai.

Ele disse que a China obteve êxitos "surpreendentes" na redução da pobreza, através da ajuda às empresas privadas, manifestando o desejo de popularizar tais experiências chinesas na ajuda aos pobres.

Segundo dados oferecidos pelo Ministério de Finanças, atualmente, o índice anual de crescimento da economia privada ultrapassa a meta de 20%. Em 1979, a economia privada representava apenas menos de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, mas em 2001, atingiu mais de 20%.

Além disso, desde 1992, as empresas privadas chinesas criaram 6 milhões de empregos anualmente, cifra esta que ocupa três quartos do número total do gênero em toda a sociedade.

O gerente geral do Banco Mundial e vice-presidente da Companhia Internacional Monetária, Michael Klein comentou: O desenvolvimento da economia privada assentou fortes alicerces para a economia chinesa e trouxe mais contribuições fiscais ao Estado. O mais importante é que proporcionou mais empregos à população pobre.

Nos últimos 20 anos, o governo chinês adotou medidas especiais para a redução da pobreza, incluindo o estabelecimento de uma agência especial para garantir o processo de seus programas nesta matéria e a diminuição de impostos em algumas regiões pobres.

Além disso, a China ainda estimula investidores privados e organizações não governamentais a cooperar com o governo, com o objetivo de reduzir a pobreza.

Como resultado, mais crianças que habitam nas zonas rurais remotas da China agora têm oportunidades para freqüentar a escola e receber serviços médicos e de transporte e eletricidade.

Em 2001, o governo chinês traçou um novo plano de dez anos sobre a redução da pobreza, tendo como objetivo os restantes 30 milhões que estão na pobreza absoluta e outros 60 milhões de pobres, que representam cerca de 10% da população rural da China.

O funcionário do Escritório de Redução da Pobreza da China, Wu Hong afirmou que a China ainda fortalecerá sua cooperação com outros países nesta área. E o subsecretário geral da ONU, Anwarul Chowdhury assinalou que a China poderá compartilhar sua grande experiência sobre a redução da pobreza com outras nações na região Ásia-Pacífico e ajudá-las com o apoio técnico necessário.