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(GMT+08:00) 2004-04-22 09:31:33    
Prolongada guerra da China contra Aids

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Em 1985, foi descoberto o primeiro caso de Aids na China: um estadunidense de origem argentina. Naquele período a maioria dos chineses - inclusive os quadros médicos - imaginava que jamais chegaria à China. Passaram vintes anos e a Aids já se encontra num período de crescimento na China.

Uma pesquisa preliminar realizada em 2003 pelo Ministério de Saúde Pública, com assistência técnica da Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre a Aids, revelou que na China, há atualmente cerca de 840 mil soropositivos, distribuídos em 31 províncias, municípios centrais e regiões autônomas de todo o país. Neste grupo de pessoas, há mais de 80 mil casos de enfermos de Aids. A cifra total dos infectados coloca a China no segundo lugar da Ásia e em décimo quarto do mundo. Especialistas advertiram que em 2010, a China terá 10 milhões de infectados, se não adotar medidas eficazes para conter seu alastramento.

É uma cifra horrível! De acordo com recentes dados da Associação de Prevenção de Enfermidades Venéreas e Aids da China, a maioria dos infectados por Aids se constitui de jovens, mais de metade dos quais, entre 20 e 29 anos de idade.

Estima-se que o maior meio de propagação é a adição às drogas através da injecção, chegando a 68%. A infecção por manejo do sangue contaminado ocupa 9,7%; a por transfusão de sangue, 1,5%; a por relação sexual, 7,2%; a por amamentação, 0,2% e os demais, 1,5%. Ao mesmo tempo, percebe-se uma tendência gradualmente ascendente na porcentagem de infecções por contactos sexuais e amamentação. Alguns especialistas calculam que em 2010, os seropositivos chineses ultrapassarão a meta de dez milhões, se não se tomarem medidas eficazes.

Talvez por desconhecimento da doença, os chineses relacionam Aids com as enfermidades venéreas e quando se menciona a pandemia, sempre pensam em más condutas sexuais. A falta de conhecimentos sobre a Aids provocou um pavor geral sobre o mal na sociedade, o que faz com que os infectados sintam uma pressão psicológica tão devastadora como a própria enfermidade.

Para que toda a sociedade conheça a doença, à medida que aumenta a propaganda neste sentido, o governo chinês incrementa notavelmente investimentos na profilaxia da Aids. O fundo especial para esta enfermidade do governo central em 1996 foi apenas de 5 milhões de yuans em renminbi, mas a partir de 2001, a soma se elevou para 100 milhões. A Comissão Estatal de Planejamento emitiu um total de 2 trilhões e 900 milhões de yuans de títulos de dívida pública para apoiar o sistema de profilaxia da enfermidade da região central e oeste do país. Ao mesmo tempo, as diversas localidades do país aumentaram investimentos, por exemplo, a província de Guangdong destina anualmente uma soma especial de 10 milhões de yuans para este fim.

Enquanto isso, no dia 1º de dezembro do ano passado, o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao visitou três enfermos de Aids no Hospital Ditan de Beijing , onde conversou com eles. Foi pela primeira vez na história chinesa que o premier estreitou a mão de enfermos de Aids.

O diretor do Projeto de Atenção e Prevenção de Aids entre a China e os Estados Unidos, Sr. Ye Lei disse que este encontro pode ser considerado como uma baliza para a prevenção da Aids. Dia 18 de fevereiro de 2004, 76 funcionários governamentais da província de Henan passaram a viver durante um ano nas aldeias com maiores cifras de casos de Aids, como vizinhos dos pacientes. Suas tarefas principais serão aperfeiçoar o mecanismo de atenção aos seropositivos e supervisar a prestação dos serviços oferecidos pelo Estado.

Para refletir o desvelo do Estado pelos pacientes de Aids, prorrogar a vida deles e conter o alastramento da epidemia, o Ministério de Saúde e o Ministério de Finanças vêm de emitir uma circular, segundo a qual os pacientes com dificuldades econômicas poderão receber o tratamento médico gratuito. Segundo a Administração Estatal de Supervisão da Qualidade de Alimentos e Medicamentos informou, até agora, cinco espécies de medicamentos chineses inclusive a terapia de coquetel já foram autorizadas a entrar em produção, o que simboliza uma grande redução das despesas para o tratamento de Aids, com medicamentos básicos.

O responsável do Ministério de Saúde da China, Hao Yang afirmou que para conter o alastramento de Adis, a China vai promover um mecanismo de profilaxia tendo como principal as funções governamentais e como auxiliar a cooperação intersectorial e a participação social.

E o representante da Organização Mundial de Saúde na China, ?. considerou que a China deve absorver as experiências dos países desenvolvidos na profilaxia de Aids, isto é, deve empreender atividades de propaganda, com o apoio governamental, a fim de ganhar o reconhecimento e respeito da sociedade. Ele disse que a Organização Mundial de Saúde ajudará a China a estabelecer um banco de dados dos pacientes de Aids, para recolher todas as informações relacionadas com os pacientes chineses, inclusive a terapia e a proteção dos seus direitos.

Sim. Para a China, a cooperação internacional é sumamente importante no tratamento médico de Aids. No dia 13 de abril deste ano, nesta capital, foi acionado o projeto de cooperação entre a China e os Estados Unidos sobre a profilaxia deste mal, a fim de conter a propagação de Aids em Beijing e outras localidades do país.

Segundo se informou, o projeto sino-americano faz importante parte de um programa chinês destinado à profilaxia da epidemia, em dez províncias e municípios centrais do país, inclusive Beijing, capital chinesa.

O projeto abrange a expansão da área do controle da evolução da doença, reforça instalações e acrescenta pessoal profissional na área de prevenção e oferecer mais conhecimentos e informações aos portadores de HIV.

Segundo se informou, nos próximos 5 anos, os EUA investirão US$ 15 milhões ao projeto.

O diretor do Projeto de Atenção e Prevenção de Aids entre a China e os Estados Unidos, Sr. Ye Lei manifestou plena confiança por este projeto, dizendo que este projeto constitui uma importante ação para Beijing e vai dar-lhe um apoio financeiro e tecnológico. A China presta muita atenção à profilaxia de Aids.

Até agora, em todos os distritos e divisões administrativas de Beijing, foram descobertos casos de Aids e seu número vem aumentando anualmente. Segundo dados, até fins de 2003, foram descobertos em Beijing num total mais de mil e 600 pacientes e infectados por HIV, assim ficando no sétimo lugar de todo o país. Segundo outras informações, o projeto entrou ou entrará em accionamento, em outras 9 províncias do país.