Os pontos de partida da política cultural chinesa para o século XXI são servir à maioria do povo, satisfazer suas crescentes demandas culturais e fomentar o exercício de seus direitos no campo da cultura. Desde 1978 e ao longo de um processo caracterizado pelas amplas e profundas transformações sociais que têm trazido consigo a reforma, a abertura e o reajuste do sistema econômico, o governo tem elaborado oportunamente uma série de políticas encaminhadas a impulsionar a causa da cultura e o florecimento das artes e as letras, das quais o serviço à maioria do povo é a fundamental.
O povo chinês tem sido o máximo beneficiado dos grandes avanços econômicos e culturais protagonizados pela China durante estes mais de 20 anos de reforma e abertura. Em menos de 20 anos, o número de jornais tem passado de 186 a 2038 e o de revistas, de 930 a 8187; as estações de televisão se têm multiplicado por mais de 20; e a oferta televisiva, que a principios do período de abertura se limitava a programas informativos, se tem diversificado espectacularmente e alcança uma média semanal superior às 70 mil horas.
Em 1999 a taxa de popularização dos televisores se situou em 91,6%. Hoje em dia, tanto os habitantes das aldeias remotas do Centro e o Oeste da China, como os de Beijing e Shanghai, podem manter-se ao corrente da atualidade nacional e internacional. Graças à reforma e abertura, a China não só tem solucionado o problema de alimentação de seus mais de 1,3 bilhão de habitantes como ainda tem encaminhado a sua população em busca de prosperidade, outorgando-lhe ao mesmo tempo direitos culturais mais amplos com o fim de enriquecer sua vida espiritual.
Em seu longo caminho de desenvolvimento, a nação chinesa tem criado uma notável tradição cultural, que tem sido o laço espiritual da prolongada existência da nação e que hoje constitui o fundamento básico da unidade do Estado e do povo. Com o decorrer do tempo e os avanços da sociedade, nossa tradição cultural e histórica tem deixado uma profunda pegada na mentalidade, o estilo de vida e o caminho de desenvolvimento da China moderna. A história e tradição cultural da China destacam-se no mundo por sua originalidade: a proteção de nosso acervo histórico e cultural representa uma das tarefas mais urgentes e importantes da construção cultural no novo século.
A política cultural da China a longo prazo consiste em integrar-se mais abertamente na comunidade internacional e incrementar seus intercambios culturais com o exterior. O melhor meio de comunicação entre as pessoas é a cultura. Por consequente, no século XXI o papel e a posição da cultura adquirirão maior relevância nas relações internacionais, pelo que a necessidade de intensificar a cooperação e os intercambios culturais em dito nível será mais premente. A cultura chinesa não se desenvolverá, a menos que assimile os êxitos compartilhados pela civilização humana. Pelo tanto, a política de abertura constitui não só a estratégia fundamental para a construção econômica da China, como ainda uma das diretrizes básicas para a construção cultural da China moderna. De acordo com estas promessas, a construção da cultura chinesa moderna se caracterizará por sua tendência à modernização, ao futuro e à abertura ao resto do mundo.
Até agora a China tem firmado acordos de cooperação cultural com 123 países e 430 programas de intercâmbio cultural. A China tem estabelecido relações culturais de diversa índole com mais de 160 países e regiões, e mantem variados contactos com milhares de instituições culturais exteriores. Os intercâmbios culturais se levam a cabo nos campos da literatura, a arte, a religião, as relíquias históricas, a edição, os museus, a imprensa, a rádio, o cinema, a televisão, o esporte, a ciência, a tecnologia, a saúde, a juventude e a situação da mulher. Um elevado número de obras-primas da literatura e das ciências sociais têm sido traduzidas ao chinês; e muitos artistas estrangeiros, assim como numerosas obras artístics de outros países têm chegado à China.
A China necessita conhecer o mundo. Através dos meios de comunicação, os chineses conhecem os avanços e transformações que se produzem no mundo e recebem informações política, econômica, científica, tecnológica e cultural do exterior. A posição básica da China com respeito ao desenvolvimento da cultura mundial consiste em respeitar a diversidade das nações e as diferenças entre as distintas civilizações; em sustentar pela coexistência das diversas civilizações, o diálogo, os intercâmbios e a convivência, e rechaçar os conflitos, as confrontações e o isolamento, e em aprender uns de outros e obter o desenvolvimento conjunto. A China é um país multinacional e pluricultural. Em sua longa história de evolução cultural, processo no que as diversas nacionalidades têm esforçado para fazer frente às agressões forâneas e salvaguardar assím sua união e unidade da pátria, a China tem desenvolvido uma mentalidade caracterizada por deixar de lado as diferênças e aproveitar os pontos em comum.
O rápido processo de globalização econômica e a marcha das culturas locais para o mundo constituim as principais tendências do desenvolvimento do espírito humano no presente século. A China defende a diversidade cultural da humanidade. Em seu processo de desenvolvimento, os países devem assimilar todo o bom alheio e manter ao mesmo tempo sua independência e seu carácter próprio. Como pessoas civilizadas e responsáveis da política cultural, devemos ser mais generosos, adotar uma visão mais ampla, preocupar-nos sinceramente pelo destino da humanidade e reflexionar sobre a construção cultural no século XXI partindo da realidade do desenvolvimento da civilização humana, para poder assim incrementar os intercâmbios culturais em pé de igualdade e reforçar uma nova era de cultura próspera e florecente.
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