José Roselino vê 14º plano quinquenal chinês coerente apesar de restrições americanas

Fonte: CRI Published: 2021-04-01 19:50:12
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A divulgação das metas para o período do 14º Plano Quinquenal (2021-2025) no órgão legislativo da China abre nova janela para os observadores atentos na economia chinesa, capturando as prioridades do desenvolvimento econômico e social deste país nos próximos cinco anos. Para José Eduardo Roselino, professor da Universidade brasileira de São Carlos e interessado na economia industrial e inovação da China, os traços do governo chinês acentuam muito expressivamente o fortalecimento da capacidade de inovação tecnológica, com destaque nos setores de Inteligência Artificial (produção de chips), Informação Quântica e Circuito Integrado, entre outros.

No entanto, o especialista não classificou simplesmente a estratégia chinesa como uma resposta às restrições tecnológicas dos Estados Unidos, mas sim, como um planejamento coerente para consolidar seu mercado doméstico e ampliar os serviços sociais à própria população. Ele assinalou o papel fundamental das tecnologias no fornecimento de soluções inteligentes em serviços públicos, pegando exemplo do caso em que a China atuou de forma eficiente no combate ao COVID-19 no sentido de rastrear a transmissão do vírus e controlar a difusão da doença.

Autor parceiro de um trabalho de estudo intitulado “China, EUA e indústria 4.0”, feito para o Instituto de Economia da Universidade de Campinas, Roselino verificou que em vários segmentos a China conseguiu fazer rapidamente o emparelhamento com as principais potências ocidentais, estando até mesmo na frente, especificamente na área de telecomunicação e na questão do 5G. “A China foi bem-sucedida em aproveitar o movimento de globalização para atrair os elos de cadeia produtivas das grandes corporações transnacionais”, resumiu. Também admirou o aprendizado tecnológico chinês com base em políticas industriais voltadas a longo prazo, como os planos quinquenais.

Não obstante, a disputa tecnológica já entrou em campo. Roselino apontou que os Estados Unidos também pretendem diminuir sua dependência de semicondutores produzidos pela Ásia. A estratégia de Washington tende a afetar mais precisamente a Huawei, e um dos pontos dessa disputa está na tentativa de bloquear a aquisição por parte chinesa de equipamentos que produzem os semicondutores. Mas advertiu que a tática traz imenso prejuízo, uma vez que as empresas chinesas de telecomunicação são um mercado indispensável para fabricantes de tais máquinas.

Mesmo assim, José Roselino está com bons olhos de que a China possa superar esta barreira com os investimentos substanciais no seu sistema de ciência e inovação. Para mais discussões sobre futuras cooperações em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias entre os países, confira a entrevista na íntegra.

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