Paulo Gala constata representatividade das “duas sessões” com alta aprovação do governo chinês

Fonte: CRI Published: 2021-03-03 14:55:58
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“Os mecanismos políticos que existem na China têm dado conta de atender as demandas do povo”, apontou Paulo Gala, economista da FGV-SP e criador do curso online Milagre da China. Ele se refere ao funcionamento das sessões anuais da Assembleia Popular Nacional (APN) e da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPCh), conhecidas como “duas sessões” e inauguradas nesta quarta-feira (3) em Beijing.

Como a China foi a única economia que cresceu em 2020, ano ensombrado pela pandemia de Covid-19, as pautas do órgão legislativo chinês despertam ainda mais o interesse de especialistas e acadêmicos internacionais. Especialmente em função dos programas do 14º Plano Quinquenal e das Metas de Longo Prazo para 2035, estratégias que traçarão o panorama de desenvolvimento da China para próxima fase, momento importante por conta da vigilância dos Estados Unidos.

Paulo Gala prevê que a economia chinesa continuará acelerando neste ano, com estimativa de crescimento entre 4% e 5%, dado ao cenário mundial positivo. E, ao mesmo tempo, aponta que a China está cada dia menos dependente do resto do mundo e conseguiu criar um mercado interno muito robusto, com a expansão da classe média e do fim da pobreza extrema.

Como observador da política e economia chinesa, o economista brasileiro avalia que a visão pragmática do Partido Comunista da China faz com que ele saiba aproveitar as vantagens do mercado para preservar os objetivos sociais, resumindo como socialismo orientado pelo mercado. Os planejamentos ajudam o governo a direcionar as políticas e incentivos para favorecer os setores concernentes, como o caso do desenvolvimento da energia limpa na diminuição da poluição.

Falando do sistema democrático, o especialista brasileiro indica outra lógica de representação e aprova a alta representatividade no mecanismo chinês, com a eleição de delegados a vários níveis e o processo de debate nas duas sessões. “O pilar da democracia é avaliar em que medida as ideias das pessoas serão representadas”, assinalou Paulo Gala. Ele considera que, por meio do próprio sistema de representação, o governo chinês tem dado uma reposta satisfatória às necessidades da sociedade. “Por isso, ele é um dos governos mais bem avaliados pelo povo, com aprovação de 93%”, lembrando da pesquisa feita pela Universidade de Harvard no ano passado.

Quanto ao cenário trágico de pandemia no Brasil, Paulo Gala criticou a atitude negacionista no enfrentamento a Covid-19, salientando que a chamada liberdade de não usar máscara e não se vacinar não deve ser à custa da liberdade de milhares pessoas. “Isso depende muito da ação do Estado,” concluiu ele.

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