As novas energias estão ganhando a atenção de todo o mundo devido à crescente alta do preço do petróleo no mercado internacional e à poluição ambiental motivada pelo consumo de carvão e eletricidade. As diretrizes para explorar energias renováveis, como é o caso das eólicas e solares, estão incluídas no relatório de trabalho de 2011 elaborado pelo governo chinês e divulgado na sessão anual da Assembleia Popular Nacional, encerrada no dia 14 de março. De acordo com o 12º plano quinquenal, a China vai elevar para 11,4% o consumo de energias alternativas na matriz energética do país. De ponto de vista estratégico, o desenvolvimento do setor de energia renovável é visto com bons olhos pelos chineses.
As novas energias referem-se a energias limpas e renováveis, entre elas a eólica, solar, nuclear e hídrica. A China é um país com abundantes recursos solares e vantagens na geração de eletricidade fotovoltaica. Na comparação com outros tipos de energia, a fotovoltaica não é poluente nem ruidosa. É tida como uma energia segura e tecnologicamente madura.
A China registra alto crescimento no setor fotovoltaico e já é o maior país do mundo em produção de equipamentos para este fim. Ji Baofang, presidente da Companhia Jinlong, disse que as principais vantagens da indústria fotovoltaica são a grande escala de produção, farta reserva de matérias-primas e tecnologias sofisticadas. Ele afirmou:
"Contamos com cinco ou seis fábricas com capacidade de produção superior a mil megawatts, e dezenas preparadas para gerar 500 megawatts. Entre os produtos do mesmo gênero, os da China são os de custo mais baixo."
As novas energias estão entre as prioridades do país durante a execução do 12º plano quinquenal. Além de contar com o apoio do governo central, o setor dispõe de políticas de estímulo adotadas pelos governos locais. A fonte de recursos para financiar a meta é a maior preocupação das empresas. Ji Baofang apresentou sua proposta:
"Os canais de financiamento são diversos. Na minha opinião, o melhor seria entrar no mercado e se tornar uma empresa de capital aberto, cotada na bolsa. Isso contribuiria para a regulação das companhias. Há outras alternativas, como pedir empréstimos a bancos."
Para especialistas da área, o país também deve utilizar modelos de investimentos diversificados, como juro de empréstimo e investimento de alto risco, como forma de apoiar as inovações tecnológicas do setor em questão. Eles entendem que é preciso orientar as empresas a ampliar seus investimentos, além de aperfeiçoar o sistema de avaliação. Os especialistas sugerem ainda reforçar a fiscalização sobre o uso dos fundos voltados ao financiamento do setor, que visam potencializar o lucro do investimento financeiro e tecnológico.
A carência de recursos humanos é o outro desafio enfrentado pelo setor energético. O vice-presidente de Shanghai Electric, Lv Yachen, sugeriu:
"Recrutar universitários recém-formados e técnicos. Ao mesmo tempo, é preciso empregar profissionais com experiência internacional e focar na formação de nossos trabalhadores. O melhor é internacionalizar o recrutamento e intensificar a capacitação."




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