No ano de 2010, a expressão "baixo consumo de carbono" foi muito recorrente entre a população chinesa. Com a promoção de elementos como a transformação do modelo de desenvolvimento econômico e a realização da Expo de Shanghai, esse conceito de vida desperta cada vez mais a atenção dos cidadãos.
"No passado, nossa família consumia 4.000 quilowatts de eletricidade por ano. Hoje, em um ano e meio, consumimos 2.000 quilowatts!"
"Andar menos de carro, utilizar mais o ônibus e reutilizar os papéis."
"Não usar sacos plásticos e separar o lixo orgânico do reciclável. Acho que o mais importante é a consciência das pessoas."
Economizar faz parte da rotina dos chineses. Nesta época em que o baixo consumo de carbono começa a se popularizar, os habitantes despertam para o fato de que deixar o carro na garagem, recorrer ao ônibus, economizar água, eletricidade e papel não apenas diminui as despesas do dia-a-dia como contribui com a proteção do meio ambiente.
Segundo um levantamento feito por um instituto de pesquisas de Beijing, 79% dos habitantes da capital disseram estar tomando atitudes para proteger o ambiente. Do total de entrevistados, 82,8% se manifestaram conscientes sobre a necessidade de proteger o meio em que vivem. O vice-diretor do departamento de proteção ambiental de Beijing, Du Shaozhong, apontou:
"O conceito de proteção ambiental já está integrado ao pensamento e às ações da população. Diversas campanhas tiveram influência ampla e animaram a participação popular. "Deslocamento verde", "consumo verde" e "vida com baixo consumo de carbono" já são moda entre as pessoas."
Incentivar pesquisas, promover tecnologias e produtos com baixo consumo de carbono são os esforços feitos pelo governo chinês, além do aumento dos investimentos e da elaboração de políticas para o setor. Um desses exemplos são os automóveis movidos a energias renováveis. O país começou a promover no ano passado veículos do gênero em várias cidades, com mais de 12 mil unidades vendidas. Em cinco cidades, nas quais estão incluídas Shenzhen e Shanghai, os compradores desses automóveis recebem um subsídio de 50 mil yuans.
Durante a Expo Mundial de Shanghai, que teve como tema "Cidade Melhor, Vida Melhor", foram exibidos os êxitos das pesquisas sobre tecnologias de baixo consumo de carbono, como a geração de eletricidade por energia solar. O evento provou que "um futuro verde" é possível e que ele não está tão distante de nós.
Neste momento, a China elabora os projetos da indústria de proteção ambiental e do setor de energias renováveis, que, além de novos pontos de crescimento econômico, vão proporcionar também um ambiente mais limpo. O professor da Faculdade da Economia da Universidade do Povo da China, Zhu Wenhui, indicou:
"Economia de energia e redução de emissões são um princípio para a China, e a sua aplicação deve ser combinada à transformação do modelo de crescimento econômico. Ou seja, as indústrias emergentes definidas pelo país como de importância estratégicas merecem mais apoio. Assim, a economia chinesa terá um desenvolvimento sustentável."
(por Shi Liang)




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