A questão étnica representa um papel importante na paz mundial, estabilidade nacional e na vida tranquila do povo. Para um país multi-étnico, a felicidade do seu povo, a prosperidade do país e a renascença de nação depende da solução adequada deste assunto. A China traçou suas políticas étnicas com base na igualdade, união, autonomia das regiões étnicas, bem como na prosperidade conjunta de todas as minorias étnicas. Segundo especialistas deste campo, as práticas ao longo destes anos provaram plenamente que as políticas chinesas correspondem à realidade chinesa e aos interesses em comum de todas as etnias, de forma a impulsionar o desenvolvimento e o progresso do país.
"O ex-líder chinês Deng Xiaoping disse que as relações entre as etnias da China são boas. Acho que agora continuam sendo assim".
"As políticas étnicas da China são um sucesso. Desde a fundação da Nova China, o sistema de regiões autônomas e os pacotes de políticas acerca disso vêm obtendo êxitos visíveis".
Quem falou foi a professora catedrática da Universidade Central para Minorias Étnicas, Yang Shengmin e o catedrático Hao Shiyuan, da Academia de Ciências Sociais da China. Ambos são especialistas que têm investigado a questão étnica da China.
Segundo eles, as políticas étnicas adotadas pela China integram a insistência na igualdade étnica, a promoção de cooperação recíproca de todas as etnias, a adoção de autonomia nas regiões habitadas pelas minorias étnicas e a prosperidade das culturas e economias destas zonas. Para eles, o mais essencial das várias políticas é a igualdade entre todos. A Constituição da República Popular da China define que todas as etnias da República Popular da China são iguais. As políticas, disse Yang Shengmin, são uma garantia da população étnica para pôr em prática a igualdade nas áreas de política, economia, cultura e educação.
"O ponto de partida das políticas é a igualdade. A população étnica da China goza de muitos direitos políticos. Eles participam dos assuntos políticos. Um exemplo disso é a participação na Assembleia Popular Nacional".
A igualdade dos direitos políticos caracteriza as políticas étnicas da China. Sem isso, não há igualdade verdadeira. Cada etnia conta com pelo menos um representante na Assembleia Popular Nacional, o supremo órgão de poder da China, independentemente da população. De acordo com a Lei das Eleições da China, as minorias étnicas desfrutam de um privilégio. Isto é, na distribuição de quota de representantes, os das minorias étnicas podem representar menos.
Nas regiões habitadas pelas minorias étnicas, é implementada a política de autonomia. O país exerce a soberania nas regiões autônomas, e os órgãos autônomos dessas regiões exercem autonomia e constituem o órgão de poder nacional local.
As diversas políticas preferenciais garantem a igualdade econômica dos grupos étnicos.
Hao Shiyuan aponta:
"A população étnica das regiões autônomas é auxiliada economicamente pelo governo, o que visa ajudá-los a serem independentes na sociedade, como a etnia Han. As medidas auxiliares objetivam reforçar o seu auto-desenvolvimento. Assim que se desenvolvem, as discrepâncias econômicas provocadas por fatores históricos e geograficos poderão ser diminuídas".
Antes da Fundação da Nova China, algumas minorias étnicas chinesas eram baseadas em uma sociedade esclavagista, enquanto outras ainda estavam na fase final da sociedade primitiva. O desenvolvimento econômico e cultural desses povos era muito atrasado em comparação aos primeiros. Para fazer prosperar essas regiões, o governo chinês vem implementado projetos auxiliares, como a Grande Exploração do Oeste, e medidas de redução ou isenção de impostos e assistência financeira. Ao longo dos 30 anos que seguiram a reforma e a abertura da China, a taxa de crescimento econômico das regiões das minorias étnicas ultrapassou o nível médio de todo o país.
Mesmo assim, nos últimos anos, algumas pessoas continuam criticando tais políticas, considerando-as um fracasso. Perante isso, Hao Shiyuan replicou:
"Segundo alguns veículos de mídia, os incidentes do dia 14 de março no Tibete e do dia 5 de julho de Xinjiang provaram que as nossas políticas não são viáveis. Acho tal ideia muito superficial. O nosso país persiste no aperfeiçoamento do sistema de autonomia das regiões étnicas e tem-no enriquecido, o qual nunca será alterado".