Beijing reforça serviço médico durante Jogos Paraolímpicos
    2008-09-10 13:47:17                cri

Terminaram no final de agosto os Jogos Olímpicos de Beijing. Durante o período, mais de 10 mil atletas, 30 mil jornalistas e milhares de espectadores e turistas sentiram a alegria, a glória e o sonho trazidos pelos Jogos Olímpicos. Ao mesmo tempo, muitas pessoas dedicaram seus esforços e energia para o sucesso deste evento grandioso. Entre eles, se destaca o pessoal médico que assumiu a devida responsabilidade. No mês de setembro, os profissionais da saúde continuam trabalhando para os Jogos Paraolímpicos de Beijing.

Na tarde de 19 de agosto, no calor das competições no ginásio de ciclismo, o técnico da equipe sul-africana, Leon Schepers, caiu de repente no chão com sintomas de parada cardiorrespiratória. Quando os médicos chegaram ao local, em apenas dois minutos, Leon já havia perdido a consciência e tinha a pele arroxeada. Após o socorro, Leon melhorou.

"Doze minutos após o socorro, o doente recobrou a consciência, a respiração e o batimento cardíaco também se normalizaram."

Logo depois, Leon foi levado ao hospital. Com os esforços dos médicos nos dois dias seguintes, a situação de Leon se manteve estável. Após a recuperação, ele disse:

"No hospital, toda a gente me tratou muito bem, senti-me muito bem!"

Durante os Jogos Olímpicos, mais de três mil profissionais da saúde formaram 30 grupos, prestando atendimento médicos nos estádios e ginásios. Segundo estatísticas, eles atenderam mais de 20 mil casos, cobrindo três quartos das pessoas envolvidas nos Jogos Olímpicos. Além disso, 24 hospitais da capital chinesa prestaram serviços aos convidados nacionais e estrangeiros, atendendo cerca de cinco mil pacientes.

Além do atendimento oportuno e adequado, os profissionais da saúde fizeram diversas tentativas criativas durante os Jogos Olímpicos. Por exemplo, a medicina tradicional da China foi incluída nos trabalhos médicos pela primeira vez na história olímpica. Segundo o departamento de saúde do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Beijing, foram estabelecidos nos 35 estádios e ginásios olímpicos e na Vila Olímpica os postos de saúde onde 260 voluntários especializados em medicina chinesa prestaram serviços como acupuntura e massagem, a novidade foi bem recebida por atletas e técnicos.

Outro exemplo de criatividade foi o uso, pelos voluntários, das placas publicitárias para proteger os atletas contundidos durante as competições nos estádios e ginásios, uma novidade nos Jogos Olímpicos. Na modalidade de arranque durante a competição do halterofilismo masculino até 69 kg, o pesista coreano Lee Baeyoung sofreu uma lesão no tornozelo esquerdo na hora de levantar a carga e acabou caindo na plataforma. Os voluntários imediatamente aproveitaram uma placa para tapar o levantador enquanto ele era socorrido.

É comum sofrer contusões durante as provas. Os atletas não querem que os torcedores vejam esse momento triste deles. O gesto atencioso dos voluntários reflete um forte sentimento humanitário.

Durante os Jogos Paraolímpicos, cerca de 2.400 médicos prestarão serviços a atletas, jornalistas, torcedores e funcionários. Foram instalados 78 postos de emergência nos estádios de competição e de treinamento. Departamentos de saúde de Beijing ainda oferecem atendimento especial para as Paraolimpíadas. Os médicos oferecem serviços exclusivos para atletas com diversas deficiências durante as provas. Além disso, a manutenção de cadeiras de rodas e próteses é gratuita para atletas, técnicos e demais membros da grande família paraolímpica.

O Hospital Xiehe foi especialmente designado para os jogos. Nas enfermarias específicas as instalações sem obstáculo estão prontas. A enfermeira-chefe, Shen Ning disse:

"Preparamos quartos sem obstáculo para os jogos paraolímpicos. Este banheiro tem fácil acesso para cadeirantes. Aos dois lados da pia e do vaso sanitário há corrimões. Aqui tem cadeiras para sentar ao tomar banho".

O dispositivo de socorro instalado no banheiro tem um sensor infravermelho. No caso de emergência, é só balançar mãos diante do dispositivo para acionar o alarme.

O responsável de outro hospital designado para as Paraolimpíadas, Ding Xiaowei detalhou:

"No nosso hospital, baixamos a altura do balcão de informações, telefones públicos e banheiros. Os elevadores são acessíveis para pessoas com deficiência".

Os médicos de Beijing estão se esforçando para garantir "Dois Jogos com o mesmo brilho".

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