Vanuatu é um arquipélago de 83 ilhas, situadas a sudoeste do Oceano Pacífico. Sua população totaliza 215 mil (em 2006). O país vem mantendo boas relações bilaterais com a China. Este ano, o presidente vanuatense Kalkot Mataskelekele foi convidado a Beijing assistir a abertura dos Jogos Olímpicos. Entrevistado pela CRI, ele afirmou que a China deu um bom exemplo e grande incentivo aos demais países em desenvolvimento. Ouçam a seguir mais detalhes.
É a primeira viagem do presidente vanuatense para uma olimpíada. Apesar de ter visitado a China duas vezes, ele se sentiu muito honrado ao ser convidado para a cerimônia inaugural dos Jogos Olímpicos.
"Sinto um grande prazer ao ser convidado à China pelo Comitê Organizador Olímpico de Beijing. Fiquei muito impressionado com os estádios olímpicos recentemente construídos. São bons preparativos para o evento".
Vanuatu enviou três atletas para esta edição dos Jogos Olímpicos, inclusive o famoso corredor Moses Kamut e a jogadora Priscilla Tommy, de tênis de mesa.
Tommy foi campeã do torneio de equipes, de simples e de duplas feminino nos Jogos do Pacífico Sul no ano passado, causando grande sensação no seu país. Desta vez, ela representa Vanuatu nos Jogos Olímpicos. É a primeira vez que um atleta vanuatense se classifica nesta modalidade. Tommy foi também a portadora de bandeira da delegação na abertura.
Nos últimos anos, com a orientação de treinadores chineses, a delegação nacional de tênis de mesa de Vanuatu liderou o ranking do Pacífico Sul. Para o presidente Mataskelekele, o sucesso de Tommy teve a ajuda dos seus treinadores chineses.
"Tommy é uma ótima aluna e é muito esforçada. Ela é a campeã do nosso país e da nossa região. Acho que seu treinador chinês deverá fica orgulhoso por ela, já que ele é responsável por 90% dos êxitos. Espero que ela tenha um bom desempenho nas classificações".
O presidente disse que saiu de Beijing feliz e triste ao mesmo tempo. Sente-se feliz por poder ver de perto a abertura dos Jogos, mas lamenta não poder torcer por seus atletas no local devido à agenda. Se tivesse oportunidade, ele preferia assistir os torneiros de tênis de mesa e atletismo e gostaria muito de ver pessoalmente Yao Ming e Liu Xiang.
O presidente vanuatuense, 59 anos, visitou a China em julho do ano passado. Ele observou as transformações satisfatórias registradas nesta capital durante um ano. Para embelezar Beijing e oferecer melhores condições para os turistas, o governo e povo dedicaram grandes esforços, sublinhou Mataskelekele. A olimpíada de Beijing é uma chance para a China mostrar ao mundo suas próprias festas, constatou.
Para ele, a China está dando um grande estímulo e exemplo aos demais países em desenvolvimento ao sediar os Jogos Olímpicos.
Embora o território vanuatuense seja muito menor que o da China, existe muita coisa em comum. São dois países de longa tradição histórica e rica cultura. O avanço acelerado não faz os dois esquecerem-se do passado e nem deixar de proteger a história e a cultura. Para o presidente, isso é muito difícil.
Vanuatu declarou independência em 1980 e, dois anos depois, estabeleceu relações diplomáticas com a China. No 25º aniversário dos laços diplomáticos, celebrado ano passado, Vanuatu lançou selos comemorativos. O presidente elogiou o desenvolvimento das relações bilaterais e manifestou grande confiança na perspectiva para o futuro.
"Este ano marca o 26º aniversário dos nossos laços diplomáticos. Acredito que as cooperações no setor econômico e político podem se aprofundar".
Segundo o presidente, a maior característica dos vanuatuenses é a simpatia e a fácil convivência com outras nações.
"Nosso povo é muito simpático com os outros, pois nossa cultura é pluralista como a da China. Vanuatu tem cem minorias étnicas e cada uma delas possui dialetos próprios. Além disso, temos populações imigrantes da Austrália, Nova Zelândia, da China e de outros cantos do mundo. É uma sociedade internacionalizada".
Para ser uma sociedade internacionalizada, são precisas vozes internacionais. Em Vanuatu, cidades como Porto-Vila podem captar programas televisivos e radiofônicos da imprensa estrangeira, inclusive os da CRI. Para nossa surpresa, o próprio presidente é ouvinte assíduo do programa em inglês da CRI.
"Espero estimular nossos residentes de Porto-Vila e do Santo a ouvir programações de diferentes meios de comunicação para facilitar o conhecimento de outros países, especialmente da China, que mantém boas relações conosco".