Comentário: Centros comerciais dos EUA não recebem corrida por compras na Black Friday

Published: 2020-11-30 22:02:12
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O cenário da corrida de compras que sempre acontecia no dia de descontos dos EUA, na famosa Black Friday, não se repetiu neste ano. Conforme reportagem do jornal Washington Post, só algumas pessoas foram ao mercado Walmart fazer compras no noroeste de Washington. Em outro centro comercial perto, na Macy’s, “os trabalhadores até foram mais do que os clientes”.

De acordo com dados divulgados pela agência de análise de varejo RetailNext, a movimentação de clientes nas lojas durante a Black Friday deste ano caiu 48% em comparação com o ano passado, e as vendas diminuíram 30%. Diante do fluxo de pessoas "reduzido pela metade", fazemos a pergunta que não quer calar: O quê é que aconteceu?

A causa mais direta é a segunda onda da epidemia. O analista da Sensormatic Solutions, Brian Field, disse que a epidemia do COVID-19 e os regulamentos de distanciamento social resultaram em uma "redução significativa" na movimentação de pessoas em centros comerciais. Além disso, parte da demanda agora é suprida por compras online.

A situação preocupante, porém, é o poder de compras enfraquecido. Dois dias antes da "sexta-feira preta", dados divulgados pelo Departamento do Trabalho dos EUA mostram que, na semana que terminou em 21 de novembro, o número de pessoas que se inscreveram pela primeira vez para conseguir o seguro de desemprego nos Estados Unidos aumentou para 778 mil. Isso mostra que a onda de impactos da epidemia está se expandindo.

Obviamente, nos últimos seis meses, os impactos da repetição da epidemia e do prejuízo à economia devido à ineficácia do governo dos EUA na luta contra o COVID-19 foram transmitidos para a vida diária de muitos norte-americanos comuns.

Os dois subsídios em resposta à epidemia emitidos pelo governo norte-americano vão expirar em 26 de dezembro. Se subsídios especiais não puderem ser introduzidos, 13,7 milhões de pessoas correrão o risco de perder os auxílios.

A Reuters comentou que isso significa uma queda significativa prevista na renda de milhões de famílias dos EUA, tornando mais difícil o pagamento de aluguel e a compra de mantimentos e outros itens de necessidade básica. As despesas de consumo pessoal representam quase 70% do PIB dos EUA. No entanto, a continuidade da epidemia e o golpe na confiança dos consumidores continuam se intensificando.

Como a atual administração dos EUA colocou os interesses políticos acima da vida das pessoas, uma série de operações não científica nem profissional de prevenção da epidemia já causou "efeitos negativos", como a fraca recuperação econômica, o fechamento de um grande número de empresas, a alta taxa de desemprego, a disparidade econômica cada vez maior entre ricos e pobres, entre outros.... Por fim, os norte-americanos comuns, especialmente grupos e famílias de baixa renda, foram os que mais sofreram.

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