Somente a união de todos poderá ajudar a criação de um futuro melhor para nosso mundo, diz economista brasileiro

Published: 2020-09-11 10:33:22
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A China mais uma vez promove o importante evento da Feira Internacional de Comércio de Serviços 2020. A realização desse ano tem uma característica especial, em função do ano atípico causado pela pandemia do Covid que afeta ao mundo inteiro.

Como sempre, a feira tem uma importância muito grande, não só pelo fato de a China abrir seu imenso mercado para outros países, quanto criar um ambiente onde outros países possam ter melhor relacionamento entre si e com isso, gerar condições para realização de novos negócios e melhorias das suas economias.

O tema desse ano é o "Comércio global, benefícios mútuos e compartilhamento". Um tema muito apropriado para os dias de hoje, porque é fundamental a apresentação de novos produtos, serviços e processos, que possam contribuir para maior volume de negócios e possa compartilhar seus resultados para gerar melhores condições de vida para os países.

Dentre muitos importantes fatores, que direta ou indiretamente afetam positivamente a China e os outros países participantes do evento, eu gostaria de enfatizar alguns aspectos.

No Primeiro, a liderança da China na promoção da recuperação econômica global através da realização nos dias de hoje de tão importante evento.

No início da pandemia, a China demonstrou ao mundo, como foi possível dominar o Covid com o mínimo de efeitos negativos para população comparativamente aos outros países.

Deve-se ressaltar, que isso só foi possível, através do chamamento do Presidente Xi ao governo, partido, militares e população, para que juntos trabalhassem, conforme o planejamento determinado e a necessária dedicação para enfrentar o terrível inimigo. Isso foi feito e os resultados foram muito positivos dado as circunstâncias.

Agora a China promove o primeiro grande evento internacional durante o surto de COVID-19. A confiança que o mundo tem na eficiência da China, atraiu em torno de 18.000 empresas e 100.000 pessoas. Essa magnitude de empresas e pessoas, ratificam a confiança depositada na China em realizar com muito esforço, mas total segurança esse primeiro grande evento internacional durante uma época tão difícil.

No segundo aspecto, destaco a continuação da política chinesa de abertura de seu imenso mercado para multiplicar parceiros e fornecedores de todo mundo.

Esse evento é fundamental para que as economias possam retornar à normalidade e continuar seus processos de aperfeiçoamento da qualidade de seus produtos e serviços no âmbito dessa Nova Era.

A pandemia adicionada a Nova Era, obrigou os empresários a pesquisar e desenvolver novos produtos e soluções. Por exemplo: serviços de telemedicina, educação online, escritórios e plataformas compartilhadas, e-commerce transfronteiriço, serviços de entrega on-line, dentre outros, foram implantados rapidamente com bons resultados.

Esses novos serviços, já eram esperados pelo contexto da Quarta Revolução Industrial, mas a pandemia acelerou seu desenvolvimento, a fim de satisfazer novas demandas surgidas durante esse período.

Com certeza, a feira dará maior conhecimento a todos, de novos serviços desenvolvidos, que trarão maior valor agregado a seu conteúdo. Até porque, os serviços cada vez mais, aumentam sua participação na composição dos PIBs mundiais.

No terceiro aspecto, destaco a manutenção da filosofia da China de que somente com um trabalho integrado das nações será possível enfrentar os novos desafios da Nova Era.

Já está provado, que todos os países que insistam em práticas de unilateralismo e protecionismos estarão fadados ao fracasso prejudicando suas populações.

Os efeitos da parceria global são óbvios. Basta ver o tempo recorde que países associados estão desenvolvendo várias vacinas contra o Covid. Esforços isolados seriam contra producentes, com efeitos esperados muito tardios.

Além da necessidade do estreitamento de relação entre os países, fica claro que além da integração no desenvolvimento da biotecnologia em busca de vacinas eficazes, será fundamental no futuro trabalharmos em conjunto para o desenvolvimento tecnológico em outras áreas de conhecimento.

A Quarta Revolução Industrial já em curso sinaliza, que haverá grande transformação nos produtos, serviços e processos existentes. Isso produz um imenso impacto em várias áreas do nosso mundo, que necessitarão de reformas profundas. Dessa forma, quanto mais as nações puderem trabalhar em conjunto para desenvolver novas tecnologias, maiores serão as possibilidades de minimização de efeitos negativos e maiores serão os benefícios para a humanidade.

As tecnologias terão um papel crítico em reformular nosso modo de viver. Para o nosso bem comum somente a união de todos poderá ajudar a criação de um futuro melhor para nosso mundo.

Por Ronnie Lins, diretor do Centro China-Brasil: Pesquisa e Negócios

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